Saúde

Um miúdo morreu devido à nova hepatite aguda — existem 169 casos identificados

Grande parte das infeções foi detetada em menores no Reino Unido. A OMS ainda não encontrou justificação para o surto.
Já existem casos em 11 países, não só na Europa.

O número de casos diagnosticados com a nova hepatite aguda infantil tem aumentado nas últimas semanas. No último balanço, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que já foram diagnosticados 169 miúdos em 11 países. Um dos casos chegou mesmo a ser mortal.

No recente relatório, divulgado este sábado, 23 de abril, aqui citado pelo “La Vanguardia“, a OMS explica que 17 crianças precisam de transplante de fígado para conseguirem superar a doença.

O motivo deste aumento de casos ainda não é conhecido. “Ainda não está claro se houve um aumento nos casos ou um aumento na consciencialização sobre casos de hepatite que ocorrem nesta taxa, mas não são detetados. Embora o adenovírus seja uma hipótese possível, as investigações continuam a ser feitas”, diz a OMS.

Os casos encontrados até ao momento foram registados em miúdos com entre um mês e 16 anos. Entre as principais queixas estão dores abdominais fortes, diarreia e vómitos.

Os primeiros relatos foram conhecidos no Reino Unido no início de abril. O país é o mais afetado por este surto onde se contam 114 casos. Mais 10 países já confirmaram infeções: Espanha, Israel, Estados Unidos, Irlanda, Bélgica, Roménia, França, Itália, Noruega e Países Baixos. Em Portugal não foi detetado nenhum caso.

Como forma de prevenção, a OMS recomenda algumas das medidas já conhecidas na pandemia da Covid-19, como lavar as mãos com frequência ou cobrir o nariz e a boca ao tossir. 

Não existe qualquer motivo que relacione o aumento de casos com viagens feitas a países com o surto identificado. Neste momento a OMS colabora com outras autoridades de saúde para encontrar a causa deste surto.

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