Saúde

Vacina da Covid-19 melhora eficácia de tratamentos contra o cancro

As conclusões são de um estudo chinês e vêm dar mais algumas respostas às dúvidas que surgem relacionadas com a doença.
Os resultados aparecem.

A Covid-19 e, por consequente, as vacinas criadas para travar o vírus são ainda alvo de muitas dúvidas. O curto espaço de tempo com que foram criadas é apontado como justificação para todas as questões que se levantam. Uma delas é se a inoculação teria alguma consequência no tratamento dos pacientes com cancro. Com o passar do tempo, as respostas às dúvidas dos profissionais de saúde têm sido respondidas.

Um estudo feito pelas universidades de Bonn e Shanxi, na China, publicado na revista “Annals of Oncology”, no passado dia 6 de outubro, revelou que os medicamentos usados no cancro de nasofaringe acabavam por ter um efeito melhor depois da vacinação. A comparação foi feita em relação a doentes que não foram vacinados.

Alguns médicos tinham receio que os fármacos desenvolvidos para combater o vírus da SARS-CoV2 pudessem diminuir a eficácia dos medicamentos utilizados para tratar o cancro nasofaríngeo, um tipo de cancro que afeta a garganta. Mas esta nova pesquisa veio mostrar o contrário: a vacina contra a Covid-19 ajuda de facto no tratamento.

Os testes foram feitos em 1.500 pacientes. Um grupo de 373 mostrou uma melhor resposta aos tratamentos contra o cancro depois de serem inoculados. “A vacinação ativa certas células imunes que vão acabar por atacar o tumor”, explica Qi Mei, médico e professor da universidade de Shanxi.

“Temia-se que a vacina não fosse compatível com a terapia utilizada para tratar este tipo de cancro”, diz o cientista de bioinformática Jian Li da Universidade de Bonn, na Alemanha, e continua: “este risco é especialmente real para o cancro nasofaríngeo, que, tal como o vírus SRA-CoV-2, afeta o trato respiratório superior”.

Contudo, os pacientes responderam de forma positiva à terapia. “Surpreendentemente, responderam significativamente melhor ao tratamento do que os doentes não vacinados”, diz Christian Kurts, um imunologista da Universidade de Bohn. “Além disso, não sofreram mais frequentemente efeitos secundários graves”, concluiu.

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