Saúde

Variante Delta vai mesmo ser predominante (mesmo com 70% de imunidade)

Opinião é do especialista Pedro Simas, que considera também que fechar Lisboa e Vale do Tejo ao fim de semana não é eficiente.
A variante Delta é predominante.

Foi em março que foi identificada na Índia a variante Delta. É esta a estirpe do vírus que causa a Covid-19 que tem causado mais preocupação nesta altura, pelo facto de ser mais transmissível. Já vários países, incluindo Portugal, identificaram um número crescente de casos desta variante.

Em Portugal, a predominância da variante Delta já andará pelos 60 por cento e com tendência a subir. Isso mesmo alertou o virologista Pedro Simas na antena da “SIC Notícias” no final de domingo, 20 de junho.

“É natural que os novos casos de infeção que apareçam sejam maioritariamente pela variante Delta. Já está nos 60 por cento e vai chegar, rapidamente, a níveis como vimos anteriormente na variante Alfa, de mais de 90 por cento”, explicou.

Nesta altura as vacinas já existentes têm ajudado na resposta a novas variantes, incluindo a Delta. No entanto, mesmo com os processo de vacinação a avançar, é de esperar que esta se torne a mais predominante.

Esta é, aliás, uma das razões que leva Pedro Simas a considerar que a medida atualmente em vigor, de fechar a Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana, não será uma medida especialmente eficiente.

“Fechar a região de Lisboa e Vale do Tejo, numa tentativa de impedir que a variante se alastre a outras regiões do país não vai ser muito eficiente, nem em Portugal, nem em nenhum país da Europa”, afirmou, acrescentando que “esta variante vai sempre predominar, mesmo quando atingirmos os 70 por cento de imunidade populacional. É a variante que vai circular na população”.

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