Saúde

Varíola dos macacos chega a Espanha: já há sete casos confirmados, todos homens

Na região de Madrid, estão assinalados mais 22 pacientes do sexo masculino suspeitos de estarem infetados pelo vírus.
Já são três países europeus com casos.

A varíola dos macacos chegou a Espanha. A entidade de saúde pública do país comunicou a existência de sete casos confirmados e mais duas dezenas de suspeitos. Tal como os outros infetados identificados nos países europeus com o vírus Monkeypox até ao momento, são todos do sexo masculino.

A informação foi avançada pelo jornal espanhol “El País2, que cita uma entrevista da ministra da Saúde espanhola, Carolina Diarias.

A confirmação foi feita através teste PCR e avaliadas pelo Centro Nacional de Microbiologia de Espanha. Na região de Madrid, existem mais 22 casos suspeitos de infeção. Nos próximos dias serão conhecidos os resultados das análises e é provável que o número de casos suba.

A diretora-geral de Saúde Pública da Comunidade de Madrid, Elena Andradas, citada pelo mesmo jornal, informa que 22 dos primeiros 23 casos estudados “explicaram que tiveram relações com outros homens nas últimas semanas”.

Em Portual,l há existem 14 casos confirmados e mais dois a aguardar resultados. “A DGS informa que foram confirmados mais nove casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, havendo, até ao momento, 14 casos confirmados”, explicou em comunicado. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) continua a motorizar os infetados e a tentar perceber a origem do surto.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis. Neste momento, decorrem ainda os inquéritos epidemiológicos, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos”, continua a DGS.

A varíola dos macacos como é conhecida, é uma patologia viral, geralmente transmitida pelo toque ou mordida de animais selvagens portadores do vírus Monkeypox, como macacos e roedores na África Ocidental e Central. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.

Esta é uma doença rara e são se transmite facilmente entre humanos. Ainda assim, são deixadas algumas recomendações e sinais a que deve estar alerta.

“É transmissível através de contacto com animais ou ainda em contacto muito próximo com pessoas infetadas. Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”.

O médico Gustavo Tato Borges presidente em exercício da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) explicou à NiT que estes pacientes portugueses podem ter sido infetados “numa viagem ou através de contacto próximo com alguém que visitou um destino em que este vírus circula com mais facilidade e ativamente, como é o caso de alguns países africanos”. E acrescentou: “cá em Portugal não foram infetados, de certeza absoluta”.

O especialista em saúde pública explicou ainda que “podem ter contraído o vírus em algum desses países e depois terem regressado, já infetados, a Portugal”. Ainda assim, sublinha que as investigações ainda decorrem e não sabem se “este cinco casos viajaram juntos, se trabalham juntos, ou se têm efetivamente alguma relação, por isso, ainda se torna difícil enquadrar em que condições se deu o contágio”.

Esta doença é em muitos aspetos semelhante à varíola, erradicada em 1979 — mas menos transmissível e menos mortal. Por isso, o risco para a saúde pública é considerado baixo, mas, em alguns casos, a doença pode evoluir para sintomas mais graves, saiba como.

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