Saúde

Varíola dos macacos: Espanha recebe primeiras vacinas da UE e a seguir será Portugal

As entregas seguintes devem chegar a Portugal, Alemanha e Bélgica entre julho e agosto.
Fotografia: CDC no Unsplash.

O crescimento do número de casos confirmados de varíola dos macacos em países onde a doença não circula habitualmente levou a União Europeia (UE) a encomendar quase 110 mil doses de vacinas para travar o seu avanço. Nesta terça-feira, 28 de junho, Espanha recebeu a primeira entrega, composta por 5.300 imunizantes contra a doença provocada pelo vírus monkeypox. As seguintes devem chegar a Portugal, Alemanha e Bélgica entre julho e agosto.

O anúncio foi através de comunicado, citado pela “Lusa”, pela Autoridade de Preparação e Resposta Sanitária (HERA, no acrónimo inglês) da Comissão Europeia. O documento avança ainda que, no decorrer dos próximos meses, a entidade vai distribuir vacinas de modo a assegurar que “todos os estados-membros estão prontos a responder ao atual surto de varíola dos macacos, dando prioridade aos mais afetados”.

Desde 18 de maio, em 23 estados-membros da UE, foram identificados 2.682 casos de infeção pelo vírus que se transmite dos animais aos humanos.

Como conter a infeção

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

É igualmente importante “abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas”.

Em maio, a entidade de saúde nacional definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos. Já em julho, alertou que o preservativo não protege contra o vírus.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

Saiba sobre as sequenciações genéticas que começaram a ser realizadas em 2018 e indicam que o vírus da varíola dos macacos sofreu mutações dez vezes acima do que seria habitual nos últimos quatro anos. Em África, sete países registaram 1.400 infeções desde o início de 2022.

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