Saúde

Varíola dos macacos: OMS recomenda que os homens tenham menos sexo

A sugestão bizarra chega depois de, no passado sábado, a autoridade de saúde ter declarado o nível máximo de emergência para a doença.
Mais recomendações-

Depois de no passado sábado emitir o nível mais elevado de alerta para o surto de Monkeypox, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez esta quarta-feira, 27 de julho, novas recomendações. O diretor da autoridade de saúde afirmou que a melhor maneira de proteção é “reduzir o risco de exposição à doença”. A varíola dos macacos afetou quase 17 mil pessoas em 74 países,

A OMS realizou esta quarta-feira uma nova reunião para anunciar medidas de controlo contra o surto mundial da varíola dos macacos. Entre as recomendações, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu para “homens que fazem sexo com homens” diminuírem o número de parceiros, de relações sexuais e de exposição ao vírus.

“Para os homens que fazem sexo com homens, isso também significa, no momento, reduzir o número dos parceiros sexuais e trocar informações com qualquer novo parceiro para poder contactá-los em caso de aparecimento de sintomas, para que se possam isolar”, explicou o diretor da OMS, durante uma conferência de imprensa realizada em Genebra, na Suíça.

O diretor da OMS sublinhou, no entanto, que, apesar dos casos apontarem para “homens que fazem sexo com homens”, qualquer pessoa exposta pode contrair a varíola dos macacos. “Por isso, a OMS recomenda aos países que também cuidem de outros grupos vulneráveis, como crianças, gestantes e imunodeprimidos”.

Durante a conferência, Tedros Ghebreyesus reforçou que a autoridade de saúde mundial continua a não recomendar a vacinação em massa contra a varíola dos macacos e que as poucas doses disponíveis devem ser direcionada a teve contato com pacientes da doença ou com grande risco de exposição como profissionais da saúde, funcionários laboratoriais e pessoas com múltiplos parceiros sexuais.

Desde o início do surto, a 3 de maio, até à última quarta-feira, foram identificados 633 casos em Portugal, confirmou a Direção-Geral da Saúde (DGS), ao notar que num universo de 391 casos reportados através do Sistema de Vigilância Epidemiológica, a maior parte tem entre 30 e 39 anos e é do sexo masculino. Até à data, apenas uma mulher portuguesa foi infetada.

A 16 de julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos de casos. Até 27 de julho, foram vacinadas 59 pessoas em Portugal e a autoridade de saúde garante que “continuam a ser identificados e orientados para vacinação os contactos elegíveis nas diferentes regiões”.

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