Saúde

Varíola dos macacos: vacinas chegam a Portugal até ao final do mês

Serão 2.700 imunizantes para administrar a quem contactou com infetados. Ainda não há data exata para o início da vacinação.
A União Europeia comprou 110 mil doses de vacinas.

O número de casos confirmados de varíola dos macacos em Portugal continua a aumentar. Face à disseminação do vírus, a diretora-geral da Saúde, Graça Feitas, comunicou esta quarta-feira, dia 22 de junho, que Portugal vai receber 2.700 vacinas disponibilizadas pela União Europeia. No início de junho, foram compradas 110 mil doses de vacinas, que serão agora distribuídas pelos estados-membros da UE. Estima-se que cheguem a território nacional até ao final do mês.

Durante a apresentação do plano de saúde sazonal “Verão Seguro”, Graça Freitas reforçou ainda que assinou o documento que possibilita que o País receba as vacinas. “Já temos uma posição da Comissão Técnica de Vacinação sobre quem são as pessoas elegíveis para serem vacinadas”, disse, referindo-se a quem esteve em contacto com os doentes.

No Reino Unido, a recomendação das autoridades de saúde passa pela vacinação de homens gays e bissexuais, considerados em maior risco de contrair o vírus. Em Portugal, estas vacinas vão ser administradas sem ter em conta a orientação sexual. O principal fator para poderem receber a dose é terem estado em contacto com pessoas infetadas.

“Não é segredo para ninguém que as pessoas que têm sido mais afetadas são homens que fazem sexo com outros homens, e homens com múltiplos parceiros. Isto é claro e óbvio, mas não podemos estigmatizar: sabemos que a transmissão não é sexual, apenas pode ter entrado nesse grupo de pessoas”, esclarece Margarida Tavares, porta-voz da Direção-Geral da Saúde, à CNN Portugal.

De acordo com os dados da Direção-Deral da Saúde (DGS), Portugal registou mais sete casos da infeção por Monkeypox. Isto significa que o número total já ascende a 317 infetados.

Como para evitar a infeção

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

Na presença de sintomas, é importante “abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas”.

No dia 31 de maio, a entidade de saúde nacional definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

Saiba, igualmente, sobre as sequenciações genéticas que começaram a ser realizadas em 2018 e indicam que o vírus da varíola dos macacos sofreu mutações dez vezes acima do que seria habitual nos últimos quatro anos. Em África, sete países registaram 1.400 infeções desde o início de 2022.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT