Saúde

Virologista Pedro Simas diz que “é altura de não testar e de desconfinar”

Investigador concorda com o diretor da Organização Mundial de Saúde e afirma que a pandemia pode acabar em breve na Europa.
Portugal enfrenta pandemia desde março de 2020.

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde afirmou este domingo, 23 de janeiro, que a Europa entrou numa nova fase que poderá significar que “a região está a chegar ao fim da pandemia.” Hans Kluge disse ainda que a variante Ómicron poderá infetar 60 por cento dos europeus até março, mas que essa fase poderá significar o fim da pandemia.

“Quando a vaga da Ómicron diminuir, haverá, por algumas semanas ou meses, imunidade geral. Seja por causa da vacina ou porque as pessoas ficarão imunes devido às infeções, para além de uma quebra por causa da sazonalidade”, referiu o diretor.

Pedro Simas, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, disse, em declarações à “Lusa” citada no “Sapo Lifestyle”, que concorda com a opinião do representante da OMS e acredita que a Europa já entrou num fase endémica da pandemia. Por isso, está preparada para voltar à normalidade: “Não deve haver ninguém em Portugal que não tenha imunidade para este vírus.”

Esta imunidade pode ter sido conseguida através da vacinação ou da infeção pelo próprio vírus. No entanto, perante esta grande imunidade de grupo, “tem de se voltar à normalidade.”

“Concordo com a OMS. Esta é a evolução normal dos vírus e das pandemias. É isso que a ciência nos diz ao longo dos últimos 100 anos”, afirmou Pedro Simas. Segundo o virologista, a preocupação neste momento deve centrar-se em “minimizar a disrupção e em proteger as pessoas vulneráveis.”

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