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Ser jovem é fácil ou difícil? Bumba na Fofinha, Carlos Coutinho Vilhena e Eduardo Madeira explicam

Juventudes é um evento dos jovens de todas as gerações. Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Kalú e Marisa Liz até vão fazer um concerto com os filhos.
Relações, tecnologias e obstáculos são alguns dos temas do evento

Se antigamente os portugueses casavam pouco depois dos 20, hoje em dia muitos jovens só saem de casa dos pais depois dos 30 anos. E se, em tempos, a prioridade era comprar casa e ter filhos, agora viajar, estudar e apostar na carreira são as prioridades. Igualdade e alterações climáticas parecem ser os grandes pilares que movem os jovens de hoje — ao contrário do que acontecia noutras gerações. Porém, os tempos mudaram e vão mudar de novo, mas o que é que se mantém inalterado entre os jovens? Há sempre desafios e lugares-comuns, mas nem estes são constantes. 

Este é o tema do debate “A minha juventude é melhor que a tua”, que junta Mariana Cabral (Bumba na fofinha), Carlos Coutinho Vilhena e Eduardo Madeira numa conversa entre diferentes gerações no dia 27 de novembro, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa. Este debate está inserido no evento Novo Encontro Juventudes, uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos para marcar a apresentação do retrato “Os Jovens em Portugal, hoje”, que revela as conclusão de um estudo realizado com quase cinco mil jovens, de forma a perceber “quem são, o que pensam e o que sentem”.

O encontro é composto por diversos painéis, ao longo de dois dias, onde se vão analisar e comparar as juventudes de diferentes tempos e discutir os desafios e oportunidades da atual geração de jovens entre muitos outros temas. Os três humoristas compõem um desses grupos, no qual vão expor os dilemas pelos quais passaram ou estão a passar, numa análise divertida sobre o que mudou ao longo do tempo e o que continua igual — dos hábitos, relações, perspetivas sobre o País e o mundo.

“Vai ser um belíssimo certame para me ensanduichar intelectualmente entre dois homens que admiro e relembrar que já estou quase a chegar àquele meio em que já vivi mais do que me falta para falecer. E quem não adora fazer isso num sábado à tarde?”, adianta Mariana Cabral, de 34 anos. Um pouco mais novo, Carlos Coutinho Vilhena, a representar a geração dos anos 90, brinca com aquilo que pode ser o resumo deste encontro: “Uma conversa com a profundidade do prós e contras e a leveza de uma passadeira vermelha”.

Velho não é, mas podemos dizer que tem já uma perspetiva de vida mais profunda do que os outros dois participantes — falamos de Eduardo Madeira. “Esta pode muito bem ser a conversa definitiva sobre gerações. Um virar de página. Nota-se um ambiente elétrico por todo o lado. Mas pode ser do Natal. Sim, é o Natal”, explica o humorista em antecipação do debate. 

Humoristas juntam-se em discussão sobre ser jovem

Além do animado debate deste trio, o encontro vai contar com a apresentação deste retrato dos jovens em Portugal, mas também com outras palestras sociológicas relevantes, onde se incluem peritos nacionais e internacionais que, mais do que promover a nostalgia ou os bons tempos de hoje, pretendem trazer para a mesa possíveis soluções para o futuro dos jovens portugueses.

E falando de juventude, não se pode esperar que o evento termine sem música. Portanto, no dia 28, vai haver concertos com quatro pares de músicos que demonstram esta relação intergeracional — com Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Kalú e Marisa Liz a interpretarem temas seus em conjunto com os respetivos filhos, Agir, Vicente Palma, Fred e Beatriz.

Os bilhetes estão à venda no site da Fundação com o ingresso normal a custar 10 euros e o de estudantes 5 euros.

Este artigo foi escrito em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

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