Na cidade

Há 163 bolsas sociais para alunos do secundário e do ensino superior

As candidaturas às Bolsas Sociais EPIS estão a decorrer até ao dia 23 de setembro.
A EPIS desenvolveu um programa de bolsas de estudo.

Todos sabemos que tirar uma licenciatura na universidade não é barato. Além de muitas vezes nos termos de preocupar com o aluguer de uma casa ou quarto, que por si só é dispendioso, temos a questão das propinas. E há ainda outras despesas às quais não podemos fugir, como os livros, as deslocações e a alimentação.

Perante tantas dificuldades, as bolsas de estudo podem realmente fazer a diferença na vida e no futuro dos jovens estudantes. A EPIS – Empresários Pela Inclusão Social vai atribuir este ano 163 bolsas sociais, num valor recorde de investimento de 337 mil euros.

Com o objetivo de ajudar várias famílias portuguesas, as bolsas EPIS destinam-se a apoiar alunos com mérito académico, provenientes de contextos socioeconómicos fragilizados, durante o percurso no ensino secundário e universitário e a “premiar as boas práticas na educação, pela inclusão social e inserção profissional e/ou ocupacional” nas escolas e outras instituições.

As candidaturas estão a decorrer até ao dia 23 de setembro e todas as escolas de Portugal, incluindo Açores e Madeira, e alunos a estudar em Portugal, podem candidatar-se. O programa de Bolsas Sociais EPIS é, nesta edição, também alargado a jovens estudantes de famílias refugiadas ou deslocadas, em consequência dos contextos de guerra.

Nesta 12.ª edição, das 163 bolsas a atribuir, 55 são destinadas para apoiar alunos durante a licenciatura, 29 para apoiar mestrados, 69 para o ensino secundário e 10 para apoiar a orientação, formação e inserção profissional de jovens adultos com necessidades especiais.

Desde 2011 que a EPIS tem vindo a desenvolver iniciativas de estímulo e apoio às escolas que pretendam promover a inclusão social de jovens em risco de insucesso ou de abandono. Os jovens premiados nesta edição terão também a oportunidade de participar em programas de mentoring, com voluntários colaboradores dos investidores sociais, enquanto a bolsa estiver em vigor.

O programa tem 35 investidores sociais, sete áreas e 15 categorias distintas. Uma destas sete áreas, apoiada pela Galp e pelo Grupo Jerónimo Martins, pretende, de uma forma mais ampla e contínua, premiar alunos nas três fases de ensino, ensino secundário e superior (licenciatura ou mestrado).

As bolsas Galp dirigem-se a quem esteja a iniciar os estudos em Portugal, em 2022/2023, residentes nos concelhos de Alcoutim, Matosinhos, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Setúbal, Sines, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira. Serão premiados 40 alunos que tenham terminado o 12.º ano de escolaridade ou licenciatura com sucesso em 2021/2022 e que estejam a iniciar estudos em cursos de especialização tecnológica (CET), licenciatura ou mestrado de dois anos, em 2022/2023.

As bolsas Jerónimo Martins são válidas para alunos de qualquer concelho e nacionalidade e pretendem premiar 14 alunos que tenham terminado o 9.º ano ou 12.º anos de escolaridade ou licenciatura com sucesso em 2021/2022 e que estejam a iniciar estudos no ensino secundário ou pós-secundário, em cursos de especialização tecnológica (CET) ou licenciatura, ou mestrado de dois anos, em 2022/2023. Estas bolsas preveem apoiar os jovens no prosseguimento de estudos, do ensino secundário ao mestrado, num ciclo temporal potencial máximo de 8 anos (3+3+2 anos). Esta bolsa prevê ainda que, a partir de 2024, o desempenho escolar e o desenvolvimento individual dos alunos sejam monitorizados através da intervenção e a capacitação realizada por mediadores EPIS.

Desde 2011, as Bolsas Sociais EPIS permitiram o apoio a 109 escolas e organizações através da atribuição de 735 bolsas, num investimento de 1.259 mil euros. Tudo isto foi possível devido ao apoio de 75 investidores sociais e 46 doadores individuais, através de 189 parcerias.

Este programa representa uma aposta da EPIS na qualificação superior dos jovens em Portugal e permitiu, nestas 12 edições, que muitos alunos e suas famílias, ultrapassassem algumas barreiras financeiras, motivando-os para trabalharem para o sucesso pessoal, escolar e profissional.

“A EPIS teve um impacto enorme no meu percurso desde a minha entrada no ensino secundário. No 10.º ano recebi uma bolsa EPIS que ajudou na compra de material, tendo sido menos um encargo para os meus pais. Na entrada para a faculdade voltou a ser crucial ter ganho novamente mais uma bolsa porque me permitiu comprar equipamento necessário, sobretudo por ser um curso tão técnico, mas que de outra forma seria mais complicado obter. Foi também bastante útil pois permitiu-me continuar a praticar os desportos que adoro, sem ser um encargo a mais para os meus pais. No seguimento desta última bolsa, participei num programa de mentoria, em 2021/2022, com a Siemens, que também tem sido bastante importante, pois dá-me o apoio de alguém com muita experiência e que me transmite um olhar mais adulto do mercado de trabalho e, em sequência deste apoio todo, ainda foi possível, desde agosto de 2022, fazer um estágio de verão que tem sido uma experiência espetacular, onde estou a aprender sobre diversos assuntos, assim como também tenho feito amizades e ganho novas experiências. Estou muito grato à EPIS e aos seus parceiros por todas estas oportunidades que me têm proporcionado experiências muito relevantes”, afirma Duarte Esguedelhado, um dos alunos bolseiros da EPIS.

Este artigo foi escrito em parceria com a EPIS.

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