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Colégio em Lisboa entregou aos pais uma carta contra a vacinação dos jovens

O documento dado aos encarregados à porta da escola inclui uma carta aberta de médicos que em julho se insurgiram contra a vacinação.

Apesar de em julho, mais de três dezenas de profissionais de saúde terem assinado uma carta aberta que afirmava que “crianças e jovens não devem ser vacinados para a COVID-19”, poucos fizeram caso do documento. Quase três meses depois, essa mesma carta foi parar às mãos dos pais dos alunos do colégio lisboeta O Pelicano.

De acordo com o “Público”, que cita a “Lusa”, as denúncias começaram a surgir esta sexta-feira, 1 de outubro, depois de a carta ter sido entregue por uma auxiliar da escola à entrada do edifício. Segundo os pais que aceitaram falar, essa entrega foi feita sob supervisão da diretora do estabelecimento.

A primeira folha do documento entregue, explica um dos pais, não tem o logótipo da escola, mas está ainda assim assinada pela direção do colégio, onde se lê também o seguinte: “Caros pais, os diretores dos Agrupamentos de Escolas, de Escolas Secundárias, das Escolas Profissionais, das Escolas Básicas e dos Colégios Particulares recebemos a informação que juntamos”.

Nas folhas que se seguem está reproduzida a carta assinada pelos profissionais de saúde a 24 de julho. Nela, vários profissionais de saúde sublinham que não existem motivos para vacinas os mais jovens, sendo que os riscos que acarreta a toma vacina não compensam, na sua opinião, os benefícios contra a doença.

Segundo a direção d’O Pelicano, em resposta à “Lusa”, a carta aberta foi recebida pela escola que decidiu partilhar com os pais a informação. “No dia 30 de setembro, a diretora do colégio entregou estes papéis aos 19 funcionários. No dia 1 de outubro foram entregues aos pais do grupo de crianças dos três anos”, explica Marina Aires Pereira, diretora do colégio.

Entre os documentos partilhados estão várias considerações habitualmente partilhadas pelos movimentos negacionistas, como o facto das vacinas conterem “substâncias tóxicas que estão a causar reações muito adversas em diversos pacientes, tendo já muitas terminado em morte”. De acordo com a “TVI24”, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência vai investigar o caso.

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