Na cidade

15 coisas grátis para celebrar o 25 de Abril (e não só) este fim de semana em Lisboa

Exposições, teatros, concertos e mercados de trocas. Há muito para fazer nos próximos dias na capital.
Foto: Daniel Louro.

No mês em que se celebram os 50 anos do 25 de Abril, Lisboa está cheia de atividades e iniciativas — a maioria delas gratuitas — para assinalar a data. Com um programa cultural aberto a todos os lisboetas, as exposições juntam-se ao teatro, à literatura, ao cinema e à música.

Um dos momentos mais marcantes vai acontecer na noite de 24 de abril, com o espetáculo “Uma Ideia de Futuro”, no Terreiro do Paço, com videomapping, concertos e fogo de artifício no final. No entanto, também há uma série de atividades que pode aproveitar para fazer este fim de semana.

A Biblioteca Nacional de Portugal, por exemplo, vai acolher a exposição “A Revolução em Marcha”, com cartazes do PREC entre 1974 e 1975. Poucos dias após o 25 de abril, uma explosão de cores inundou o espaço público sob a forma de graffitis, murais e cartaz, que afirmaram causas, doutrina e discurso político.

Já o Teatro São Luiz vai ser palco do concerto teatral “Quis Saber Quem Sou”, com texto e encenação de Pedro Penim e direção de musical de Filipe Sambado. O espetáculo vai revisitar as canções da revolução, as palavras de ordem, mas também as histórias pessoais das gerações que fizeram o 25 de Abril.

Além das iniciativas que celebram os 50 anos do 25 de Abril, a capital tem, como já é habitual, outras sugestões gratuitas para fazer este fim de semana. Uma delas é uma visita guiada ao Campo Entrincheirado de Lisboa. Construído em finais do século XIX para proteger a cidade de invasões, implantava-se de Sacavém a Caxias. O percurso guiada irá levá-lo a conhecer melhor esta antiga estrutura militar.

Para quem não resiste a um bom mercado, o Museu Nacional do Traje vai receber o Swap Market, um mercado com um conceito ligeiramente diferente: aqui não gasta dinheiro. É só chegar lá, entregar roupa que já não quer e trocar por outra a seu gosto.

Confira abaixo as sugestões gratuitas da NiT para fazer este fim de semana em Lisboa.

Sábado, 20 de abril

Exposição “A Vida Sem Palavras”

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio recebe uma exposição de pinturas e desenhos que pertenceram a José Gomes Ferreira. Com obras de Nikias Skapinakis, Bernardo Marques, Sarah Afonso, Manuel Ribeiro de Pavia, Stuart Carvalhais, Maria Keil, Mário Dionísio, entre outros.

Exposição “Manifestações da Liberdade”

A exposição que dá a conhecer as manifestações culturais decorridas no pós-25 de abril, entre 1974 e 1977, registadas em diversas coleções de fotografia e de vídeo do Arquivo Municipal de Lisboa.

Exposição “Eu Sou Outra Pessoa”

A Apaixonarte recebe a exposição “Eu Sou Outro Pessoa”, de Hilda Reis, com o coletivo de artistas e artesãos, o Art & Craft Refúgio, que representa um símbolo contemporâneo da liberdade do 25 de Abril. Colagens com fotografias, cartas, documentos, tintas e vernizes, celebram os valores de Abril, através das mãos de uma comunidade intercultural que ultrapassa fronteiras e estereótipos.

Oficina Musical “O 25 de Abril em 12 Canções”

Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho e tantos outros músicos marcaram a banda sonora dos anos em volta do 25 de Abril de 1974, fazendo da canção um veículo de denúncia, protesto e exaltação da liberdade. 50 anos volvidos, muitas letras e canções continuam a ressoar na nossa memória coletiva. Através de imagens, filmes e da participação musical ativa, nesta oficina da Biblioteca Nacional irá recordar-se algumas páginas da história.

Espetáculo “A Maior Flor do Mundo”

As inquietações de José Saramago, que considerava não ser capaz para crianças, podem ser encontradas na obra “A Maior Flor do Mundo”, dirigida aos mais novos. É a partir desse texto que Vasco Letria desenvolveu um espetáculo que junta a palavra, a música e a dança, no Coruchéus – Um Teatro em Cada Bairro.

Visita guiada ao Campo Entrincheirado de Lisboa

O Campo Entrincheirado de Lisboa, construído em finais do século XIX, visava proteger a cidade de invasões e implantava-se de Sacavém a Caxias. Ao longo deste percurso, irá passar nessa antiga estrutura militar, desfrutando de belos miradouros sobre a cidade e a partir da cidade por lugares tão perto e aos quais não temos dado atenção.

Exposição “Caminhos de Retorno”

A exposição “Caminhos de Retorno”, no Coletivo Amarelo, é um espelho da chegada de Manoel Quitério a Lisboa, quando o luto lhe despertou o juramento de só voltar a usar cores quando o mundo festejasse o fim da pandemia. As pinturas que criou na altura são óleos sobre tela, mas numa escala de cinza, preto e branco.

Exposição “A Revolução em Marcha”

A Biblioteca Nacional de Portugal tem patente uma exposição com os cartazes do PREC, entre 1974 e 1975. Poucos dias após o 25 de Abril uma explosão de visualismo inundou o espaço público sob a forma de graffitis/pichagens, murais e cartazes, que afirmaram causas, doutrina e discurso político, esclarecimento, agenda e anúncio de iniciativas.

Exposição “O 25 de Abril Sob o Olhar da UE”

O Instituto Camões acolhe uma exposição coletiva, concebida a partir de contribuições de 20 embaixadas dos estados-membro da União Europeia, onde se evidencia o impacto da Revolução dos Cravos no panorama europeu. Trata-se de uma cuidadosa coleção de fotos, cópias de jornais e documentos diplomáticos, alguns inéditos, que oferecem uma representação vívida da atmosfera e dos sentimentos que caracterizaram os dias revolucionários em Portugal.

Swap Market 

 O mercado Swap Market, que decorre no Museu Nacional do Traje, permite que os visitantes levem até cinco peças em bom estado — a triagem é feita à chegada, uma vez que numa fase inicial as pessoas aproveitavam para descartar as roupas que tinham a mais, independentemente das condições em que estivessem. Esta curadoria assegura que não existe nenhuma peça estragada.

Domingo, 21 de abril

Anjos70 Art & Flea Market

O “mercado mais alternativo” de Lisboa regressa para mais uma edição, desta vez no 8 Marvila. O espaço terá mais de 50 bancas com uma variedade de artigos à venda, como objetos decorativos, peças de roupa, acessórios, antiguidades, propostas vintage, bem como criações contemporâneas e originais de artistas emergentes.

Espetáculo do ciclo “Antiprincesas”

Tudo vai acontecer no Parque José Gomes Ferreira, em Alvalade. A história de Catarina Eufémia não tem princesas nem castelos, viagens a reinos distantes ou criaturas nunca antes imaginadas. É uma história de camponeses que trabalham a terra de sol a sol, a semear, a ceifar e a colher o trigo, que depois lhes será tirado das mãos. No novo espetáculo do ciclo “Antiprincesas” de Cláudia Gaiolas, vai cantar-se com ela.

Concerto teatral “Quis Saber Quem Sou”

“Quis Saber Quem Sou” foi a primeira frase de pendor revolucionário do início da democracia em Portugal. O primeiro verso da canção “E Depois do Adeus”, cantada por Paulo de Carvalho, marca o momento histórico do arranque da revolução. Este espetáculo, com texto e encenação de Pedro Penim, é um dos momentos emblemáticos da programação do ciclo Abril Abriu do Teatro Nacional D. Maria II e pretende revisitar as canções da revolução, as palavras de ordem, as cantigas que eram armas, mas também as histórias pessoais das gerações que fizeram o 25 de Abril.

Teatro “Heróis do Impossível”

A peça de teatro “Heróis do Impossível” revela a força dos opostos na sua máxima tensão. Tal como naqueles anos após o 25 de Abril de 1974: um máximo de opostos entre as idades antigas do mundo e uma outra nova idade que, se adivinha, chegará. Neste espetáculo, apresentado no Museu Nacional do Teatro e da Dança, o enredo coletivo de uma revolução é plasmado na vida de um casal. 

Quinta Pedagógica dos Olivais

De portas abertas desde abril de 1996, a Quinta Pedagógica dos Olivais celebra 28 anos este mês. Além da horta e do pomar, é possível conhecer mais de 80 animais, entre vacas, burros, ovelhas, cabras, porcos, cavalos, patos e galinhas, e participar em atividades próprias de uma quinta. Uma das características destes animais é que, na sua maioria, são de raças autóctones portuguesas — algumas delas em risco de extinção.

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