Na cidade

2022 já é o segundo ano mais seco dos últimos 90 anos

De acordo com o IPMA, apenas seis dos últimos 20 anos tiveram uma taxa de precipitação superior à média.
A situação está a agravar-se.

O passado mês de julho foi o mais quente dos últimos 92 anos em Portugal, onde as temperaturas médias registadas atingiram números surpreendentes. Em simultâneo, o estado de seca no País tem sido constante. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), estamos a enfrentar o segundo ano mais seco desde 1931, quando começaram a existir registos, ultrapassando 2005.

Desde outubro do ano passado — quando se iniciou a avaliação do ano hidrológico —, os valores da precipitação equivalem a metade do que seria esperado. Os valores vão continuar a ser observados até ao mês de setembro, sendo que seria necessário que chovesse acima da média até ao final do ano para evitar o agravar da situação climatérica.

Trata-se de um problema que já foi sentido nos meses de outono e inverno. Foram estações frias com pouca chuva, uma seca meteorológica registada em todo o território. No final do outono, 90 por cento do solo nacional apresentava níveis muito baixos de água. O valor manteve-se no inverno, com os meses de janeiro e fevereiro a serem descritos como muito secos.

O problema tem sido uma tendência ao longo dos anos. Nos últimos 20 anos, viveram-se 14 de muito pouca chuva. O défice é comparado aos anos compreendidos entre 1970 e 2000, sendo que em apenas seis anos a chuva correspondeu ao normal.

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