Na cidade

A grande rota nacional pelas incríveis montanhas mágicas está quase a inaugurar

Tem cerca de 240 quilómetros para percorrer, a pé ou de bicicleta. Pelo caminho há cascatas, miradouros, moinhos e muito mais.
Fotografia de Fritz.

Se há coisa que não falta em Portugal, são recantos incríveis e surpreendentes que convidam a deixar o sofá e a televisão para trás e partir à descoberta. Entre as maravilhas nacionais — às quais até os mais preguiçosos e cínicos têm dificuldade em resistir —,  contam-se cascatas, baloiços, montanhas, penedos, minas, rios, vales e lagoas que compõem cenários idílicos, dignos de filme, que apenas esperam alguém que os protagonize.

Como se a oferta já não fosse suficiente, a 1 de julho inaugura um percurso com cerca de 240 quilómetros e um desnível acumulado de 8.100 metros, variando a altitude entre os 18 e os 1352 metros, que reúne todas estas belezas que tornam o País tão especial. Falamos da Grande Rota das Montanhas Mágicas (GR60), que se estende ao longo dos concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Castro Daire, Cinfães, São Pedro do Sul, Sever do Vouga e Vale de Cambra.

Enquanto explora, seja a pé ou sobre duas rodas — o trajeto circular que atravessa as serras da Freita, Arada, Arestal e Montemuro, bem como vales dos rios Douro, Vouga, Caima, Teixeira e Bestança, está adaptado para os dois modos —, o aventureiro dá por si sempre rodeado por paisagens de beleza ímpar, que fascinam pelo interesse natural, patrimonial e cultural.

O projeto da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG), desenhado “para os amantes do turismo de natureza e turismo de aventura”, possibilita “uma imersão total no território” e tem como objetivo tornar-se “a breve trecho, uma referência nacional e internacional nas áreas do cycling e do walking”, lê-se em comunicado.

Pontos de interesse

Entre tudo o que há para ver, os responsáveis destacam, em entrevista à NiT via email, “as paisagens de montanha, os rios e os vales; os recantos naturais, como cascatas, poços e lagoas; as aldeias tradicionais e a sua gastronomia típica”.

De forma particular, salientam, por exemplo, na Serra da Freita, lugares como a cascata do Poço do Linho, o miradouro do Cabeço do Gralheiro, o monte da Senhora da Mó, as pedras parideiras e o seu respetivo centro de interpretação.

O monte de São Macário e a Livraria da Pena, um geossítio (serra da Arada); a aldeia da Gralheira, que brilha pelo artesanato e gastronomia, e a de Campo Benfeito, com teatro e estação de biodiversidade (serra do Montemuro); a cascata da Cabreia e a da Fílveda (serra do Arestal) são outros locais que realçam.

Atribuem ainda especial ênfase à lagoa do Seixo e à ilha dos Amores (vale do Douro); à ponte pedonal suspensa 516 Arouca e ao Templo das Siglas (vale do Paiva), e à albufeira do Couto de Esteves e foz do rio Lordelo (vale do Vouga).

Lembram, contudo, que para conhecer estes sítios, “em alguns casos é necessário fazer um pequeno desvio do traçado da GR, noutros um desvio um pouco maior”.

As etapas

Em média, o número de dias previsto para concluir a Grande Rota corresponde ao número ao número de etapas (14 pedestres e 8 de BTT), avança a organização. Acrescenta: “ainda assim, a duração pode alterar em função das motivações, desafios e preparação física de cada um”. O percurso está devidamente sinalizado e possui vários pontos de apoio, como alojamento, restauração, zonas de descanso e fontanários.

“No traçado da Grande Rota de BTT/pedestre privilegia-se a circulação por caminhos rurais de modo a evitar acidentes; no caso do traçado da modalidade de ciclismo de estrada tentou-se identificar as estradas com menos trânsito e, consequentemente, com menos riscos para os ciclistas”, sublinha a organização.

Calendário de atividades

Segundo os responsáveis “a ADRIMAG e os municípios estão a preparar um calendário de atividades/eventos a realizar ao longo do ano, que pode abranger a totalidade ou partes do traçado”, que apresenta vários tipos de piso: terra batida, gravilha, empedrado e asfalto. Esperam, igualmente, “que os agentes económicos locais e de fora do território, organizem programas na GR60”.

Sem nenhum custo associado, “o que se pretende é que os visitantes desfrutem da GR60, contribuam para a sua preservação e conservação, bem como do património natural e cultural envolvente, e ajudem a dinamizar a economia local, pernoitando neste território, tirando partido da sua gastronomia e da hospitalidade das suas gentes”, concluem.

Carregue na galeria e deixe se fascinar pelas belas paisagens que compõem a rota que em breve vai poder desbravar.

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