Na cidade

Afinal, o desconto na fatura da luz não vai ser para todos (nem para todo o mês)

Para ter acesso ao apoio é necessário ter tarifa social ou um escalão de potência que não ultrapasse os 6,9 kVA.
Descontos não chegarão a 2,5€

Na passada terça-feira, 12 de janeiro, foi revelado que o Governo estaria a planear dar um desconto de 10 por cento na fatura da luz a todas as famílias, aplicável já a contar desde o dia 1 de janeiro. Afinal, parece que não é bem assim: nem é para todas as famílias nem é aplicável a todo o mês.

De acordo com o “Jornal de Notícias”, o apoio extraordinário dado pelo Governo vai aplicar-se apenas às cerca de 800 mil famílias que têm tarifa social e a quem tenha contratada uma potência não superior a 6,9 kVA. Assim, as famílias com tarifa social vão efetivamente ter direito a um desconto de 10 por cento na fatura, sendo que as outras terão um desconto que varia conforme a potência.

“O valor do apoio extraordinário para estas famílias será, por cada dia de confinamento, de: 0,1573€ para a potência de 6,9 kVA, 0,1311€ para a potência de 5,75 kVA, de 0,1049€ para a potência de 4,6 kVA, de 0,0787€ para 3,45 kVA de potência, de 0,0524€ para potências de 2,3 kVA e de 0,0262€ para o escalão de 1,15 kVA”, explica.

Na prática, o desconto total vai variar entre 0,393€ e 2,3595€. A juntar a este detalhe é preciso dizer que o apoio será aplicado apenas aos dias de confinamento e não ao mês todo, o que quer dizer que na fatura de janeiro são apenas 15 dias.

Para já, mantém-se a ideia de que este apoio deverá custar ao Estado entre 20 e 25 milhões de euros, uma quantia que será apoiada pelo Fundo Ambiental.

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