Na cidade

Afinal, os navios elétricos da Transtejo só vão começar a navegar a partir de julho

A ligação regular entre o Seixal e o Cais do Sodré, em Lisboa, foi novamente adiada. Deveria ter arrancado em abril.
Data foi novamente adiada.

Os navios elétricos da Transtejo Soflusa (TTSL) apenas vão começar a funcionar durante o mês de julho. O início das viagens tinha sido anunciado para o final de abril, mas foi novamente adiado. Na origem do atraso está a demora nos trabalhos de instalação do posto de carregamento no Terminal Fuvial do Seixal.

A operadora fluvial explica que o “projeto tecnológico totalmente inovador e pioneiro está sujeito a licenciamentos por várias entidades. Assim sendo, “os trabalhos de instalação do posto de carregamento no Terminal Fluvial do Seixal mostram-se um pouco mais morosos do que o inicialmente previsto”. A informação foi avançada pela Lusa, citada pelo “Sapo”.

A empresa adianta ainda que a fase de testes de conexão entre todos os postos de carregamento e navios já foi iniciada.

Dos dez navios da frota 100 por centro elétrica da Transtejo Soflusa, já cinco estão em Lisboa. Os primeiros a chegar foram o Cegonha- Branca, Garça- Vermelha, Flamingo Rosa. O Ibis-Preto atracou a 21 de abril e esta quarta-feira, 4 de junho, foi a vez do Tarambola-Dourada. Este ano devem ser entregues mais dois e os três restantes em 2025.

Um rio de problemas

O primeiro navio elétrico da Transtejo chegou a Lisboa em março de 2023, acompanhado de polémica. Além de atrasado, o primeiro elemento da frota veio com danos no casco e teve de ser reparado. Segundo fonte oficial da empresa, os danos sofridos terão ocorrido durante a viagem, devido às más condições de transporte.

Sem especificar a gravidade dos estragos, a Transtejo adiantou logo que a responsabilidade de avaliação de danos e da sua reparação pertence aos Astilleros Gondán, o fabricante espanhol que fretou o transporte.

Batizado de Cegonha-Branca, em homenagem à ave autóctone característica do estuário do Tejo, a embarcação abriu espaço para os restantes nove barcos, alguns por ainda entregar.

As controvérsias não ficam por aqui. Outro tema que gerou debate foi a aquisição de nove baterias, no valor de 15,5 milhões de euros, um contrato adicional ao que já tinha sido assinado pelo Tribunal de Contas (TdC), correspondente a 52,4 milhões. No entanto, só um deles é que tinha a bateria para a realização de testes. O tribunal acabou por chumbar a sua compra a 19 de março.

Inicialmente, estava previsto um investimento global de 57 milhões de euros e gastos de aproximadamente 33 milhões de euros na manutenção. Os números correspondiam a um período entre 2020 e 2035. Com a alteração dos valores, o Plano de Renovação da Frota da Transtejo atinge um máximo de 70 milhões de euros de investimento nos navios e aproximadamente 29 milhões de euros para a manutenção até 2036.

A Transtejo é a linha que assegura as ligações fluviais entre Lisboa e o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão. Com a previsão de que o primeiro navio será entregue este ano, as operações passam por Cacilhas, Montijo, Seixal e distrito de Setúbal.

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