Na cidade

Aldeias de sonho e praias secretas. É assim a Beira Baixa que ainda não conhece

Seja pela cultura, aventura ou só pela comida, esta região conquista qualquer tipo de viajante. A NiT preparou um roteiro especial.
Percorra os passadiços do Orvalho.

Se já está a pensar nas férias e escapadinhas que consegue encaixar ao longo do ano, vai ter de marcar alguns dias para passar na Beira Baixa. Esta região, concentrada no distrito de Castelo Branco, até pode andar a passar por baixo do seu radar, mas a verdade é que é um verdadeiro destino de sonho mesmo aqui ao lado.

Para as famílias que adoram aventuras existem vários trilhos, passadiços e desportos aquáticos, enquanto os viajantes mais curiosos podem perder-se numa variedade de museus, castelos e aldeias históricas. E claro que não faltam algumas das melhores sugestões de restaurantes do País — podendo fazer a sua seleção no portal dedicado ao turismo na Beira Baixa.

Comecemos pelo maior bilhete-postal: as famosas aldeias da Beira Baixa. Monsanto ganhou uma fama incontornável, e as gravações da série “House of Dragon” em 2022 só reavivaram a curiosidade por esta aldeia simplesmente perfeita para quem gosta de caminhadas no coração da natureza.

Não muito longe dali, a 20 minutos de carro, vai encontrar outra Aldeia Histórica do concelho de Idanha-a-Nova que merece a visita: Idanha-a-Velha. Mais tranquila, é uma oportunidade única para explorar vestígios medievais e romanos que continuam presentes em cada canto. 

Novamente ali por perto, em Penha Garcia, vai encontrar o local que junta a aventura e a tranquilidade num só dia. A Fonte do Pego, uma piscina com uma pequena queda de água no meio de penhascos, é uma das praias fluviais mais incríveis da região. E para os que gostam pouco de estar sossegados, é só seguir caminho pela rota dos fósseis, explorar os moinhos ou ir até ao centro da vila para visitar o castelo, o miradouro e o baloiço (que vai entrar diretamente no seu Instagram). Pelo meio, não se esqueça de provar uma bica de azeite ou borrachões — o pão e biscoitos típicos.

Um pouco mais a norte, chega a Penamacor. Apesar de o Natal ter sido há pouco tempo, é impossível referir esta localidade sem falar desta época. É precisamente aqui que acontece o maior Madeiro de Portugal. A grande fogueira junto à igreja é o ponto alto das festividades, onde se junta a população depois da ceia da Consoada. 

Noutras épocas do ano, além de um passeio pela vila, vale a pena pegar no carro para seguir até à Serra da Malcata. Depois, explore a região a pé ou numa aventura de BTT. Vai ser uma experiência inigualável.

Quando terminar as visitas aos municípios encostados a Espanha, viaje para o interior até à capital de distrito e da região da Beira Baixa, Castelo Branco. Encontrar um local para almoçar onde sirvam borrego merino da Beira Baixa e papas de carolo (uma espécie de arroz doce mas com carolo de milho) faz parte da experiência obrigatória. Mais tarde, na cidade, não vão faltar sugestões para conhecer a história do nosso País.

O Castelo (impossível de falhar, já que dá nome à cidade) pode ser visitado gratuitamente todos os dias, a qualquer hora. A descer para a cidade, vale a pena juntar no mesmo dia um passeio pelo Jardim do Paço Episcopal, onde é possível relaxar entre a sombra das árvores e a tranquilidade dos espelhos de água. Aqui a entrada custa 3€ para um bilhete normal, existindo descontos e gratuitidade para alguns grupos.

Existe ainda uma vasta opção de museus, como o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Museu Cargaleiro, Museu dos Têxteis e o Centro Interpretação do Bordado, mas uma das mais recentes apostas do município foi no Parque do Barrocal. Na zona sul, este é um local com percursos que culminam em diferentes miradouros, passando por várias instalações em vermelho forte, que contrasta com os tons da natureza envolvente. E fica a dica de levar lá os miúdos: o parque infantil tem entrada gratuita, mas atenção: encerra à segunda-feira.

Descendo entramos em Vila Velha de Ródão, onde vai encontrar uma sugestão diferente: suba a bordo de um barco para uma hora de passeio até às Portas de Ródão — a formação rochosa que afunila o Rio Tejo e é local de uma vasta fauna que poderá observar a partir do barco. 

Se o tempo estiver bom, pode mesmo dar um mergulho no rio. Para isso, só precisa de ir até à área balnear de Foz do Cobrão que, não sendo uma praia fluvial, se tornou num espaço de banhos no verão. Aliás, até há pouco tempo, era um verdadeiro segredo da região.

Entre tantos passeios, se a fome apertar, é só escolher um dos vários restaurantes locais e provar as famosas sopas de peixe do rio que por aqui se servem. Não há como enganar.

Seguindo viagem para os lados de Proença-a-Nova, e para os mais corajosos, vale sempre a pena ter uma vista panorâmica do município do céu num salto tandem (a partir de 159€ por pessoa). Já os que não têm vertigens mas também não querem arriscar assim tanto, a Torre de Vigia na Serra das Talhadas pode ser uma opção mais tranquila, com “apenas” 16 metros de altura. A obra do arquiteto Siza Vieira foi inaugurada em 2021 e está localizada no local da antiga torre.

Ali perto, é possível ainda explorar os percursos pedestres (uma das etapas da Grande Rota da Cortiçada atravessa a Serra das Talhadas), ou as mais de 40 vias da Escola de Escalada de Proença-a-Nova. Existem também várias praias fluviais a uma distância de carro de 10 ou 20 minutos, como a de Fróia ou Cerejeira.

Não esquecendo que nos encontramos numa região de aldeias imperdíveis, Figueira faz parte do grupo de Aldeias de Xisto. Fica a apenas 20 minutos de carro da torre e pode ser o sítio perfeito para passar a noite. Mais plana do que outras aldeias deste género, será uma espécie de viagem no tempo entre as pequenas ruas com cabras a passar e um forno comunitário onde ainda se faz pão — e se quiser saber mais sobre esta tradição local, poderá pôr literalmente as mãos na massa com ajuda do Atelier da Aldeia. 

Voltando ao carro, em meia hora para norte, chegará ao centro de Oleiros, outro dos oito municípios da Beira Baixa. Dê uma volta pela cidade e aproveite para provar o medronho local — apenas provar, pois vamos recomendar mais uma viagem de carro: vai ter de decidir se quer explorar a natureza ou outra aldeia. Álvaro fica a menos de 10 minutos de carro e pertence às aldeias de xisto brancas, destacando-se da Figueira, de que já falámos. Tem apenas 80 habitantes. 

Se em Oleiros decidiu que preferia aventurar-se na serra, o rumo vai um pouco mais para norte, para os Passadiços de Orvalho. Inseridos na área do Geopark Naturtejo, são um percurso não circular de 8,9 quilómetros ou circular de 10 quilómetros. A cascata da Fraga da Água D’Alta é o ponto alto do percurso, onde é possível dar mesmo um mergulho. Existe um acesso mais curto a partir de umas escadas que vão dar à estrada onde podem parar carros. No entanto, o percurso completo vale a pena pela passagem pela Lagoa das Lontras e o Miradouro do Cabeço do Mosqueiro.

Para os fãs de mergulhos e qualquer atividade na água, vale a pena deslocar-se ao município vizinho. Na Sertã vai encontrar a praia fluvial do Trízio, um local ainda com uma afluência, especialmente popular por quem procura descanso longe das multidões. Ainda assim, vai encontrar por lá o Centro Náutico do Zêzere, por isso será uma bela oportunidade para quem sempre quis fazer wakeboard (a partir de 15€ a sessão de 15 minutos). 

Boiçô, Troviscal, Marmeleiro e Ribeira Grande são outras das praias fluviais recomendadas neste concelho. No caso da última sugestão, nem precisa de fazer uma grande viagem. Fica mesmo no centro da Sertã.

Chegados ao último concelho da Beira Baixa, encontramo-nos no ponto central de Portugal: Vila de Rei. Pode, claro, passar pelo Centro Geodésico e pelo Museu da Geodesia, mas procure algumas horas para explorar também o Museu Municipal ou o Museu do Fogo e da Resina no centro da vila. Ambos são gratuitos e encerram à segunda e terça-feira. 

Mas aqui, o Penedo Furado é mesmo o local incontornável e onde tem de passar por três pontos: a praia fluvial, a cascata e o miradouro, todos ligados por uns passadiços inaugurados em 2019, que facilitam a descoberta. Também neste município, a relação com o rio é grande, por isso, o wakeboard é uma prática comum nas praias fluviais, mais concretamente no Cable Park de Fernandaires. 

E o roteiro termina da forma que começou, com uma aldeia, esta de xisto. Água Formosa tem menos de 10 habitantes, mas o alojamento local que por aqui existe ajuda a manter a região mais animada. Até porque, onde quer que esteja, nunca vai deixar de ouvir o som da água. 

Pode ainda saber das novidades da Beira Baixa através das páginas de Instagram e Facebook do turismo regional.

Carregue na galeria para ver imagens magníficas de alguns destes pontos imperdíveis.

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Este artigo foi escrito em parceria com a CIM Beira Baixa.

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