Na cidade

Alunos de um pré-escolar voltaram com hélices na cabeça para garantir distâncias

O município de Arcos de Valdevez criou uma medida para garantir o distanciamento social entre alunos, as críticas já surgiram.
Fotografia do Facebook do município.

Muito se tem debatido acerca do regresso às escolas. As principais preocupações prendem-se com o desenvolvimento das crianças mais novas e os impactos que as medidas de prevenção face à pandemia do novo coronavírus possam causar.

Não parecem existir medidas perfeitas, sobretudo entre os mais novos, e cada escola tenta adaptar-se da melhor forma. O município de Arcos de Valdevez criou um regresso às aulas do pré-escolar diferente, e que suscitou várias reações nas redes sociais.

O dia de regresso foi marcado para segunda-feira, 1 de junho, dia em que se celebra o Dia da Criança. “Os meninos do JI de Giela montaram com perfeição os seus chapéus ‘Estamos de Volta’, oferecidos pelo Município”, pode-se ler numa publicação na página de Facebook do organismo.

O texto é acompanhado de fotografias que mostram os miúdos a utilizarem uns chapéus com hélices. O objetivo é o de manter cada criança com o devido afastamento de prevenção.

De acordo com o município, foram oferecidos 380 chapéus com uma hélice de 1,20 metros que “funciona como uma sugestão amiga de afastamento”. “O kit é composto por sete peças em polipropileno colorido e pode ser montado pelas próprias crianças, resultando num elemento de grande originalidade e cariz pedagógico.”

👨‍🦱𝐃𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐂𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚👧 Os meninos do JI de Giela montaram com perfeição os seus chapéus "Estamos de Volta", oferecidos…

Publicado por Município de Arcos de Valdevez em Segunda-feira, 1 de junho de 2020

A iniciativa foi já fortemente criticada nas redes sociais. A mesma publicação tem comentários de apoio, mas muitos com duras críticas. “Para este tipo de situações surreais, nem valia a pena abrir. Isto é uma negligência à saúde mental das crianças. Inadmissível”, escreve uma utilizadora.

“Tenham vergonha de no Dia da Criança publicar esta triste iniciativa que fere o direito da criança em vários sentidos. Quero acreditar que os pais não sabiam de antemão desta realidade. Onde estavam as educadoras, pedagogos, profissionais da educação deste concelho? Lamentável, triste e desnecessário”, lê-se num outro comentário.

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