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António Costa anuncia que plano de desconfinamento será apresentado a 11 de março

O primeiro-ministro dirigiu-se ao País ao final da tarde desta sexta-feira para falar sobre o 12.º estado de emergência.
A conferência decorreu esta sexta-feira.

Ao final da tarde desta sexta-feira, 26 de fevereiro, o primeiro-ministro dirigiu-se ao País para falar sobre as decisões tomadas na reunião do Conselho de Ministros sobre o 12.º estado de emergência, que entrará em vigor na próxima terça-feira, 2 de março.

Na conferência de imprensa transmitida a partir do Palácio da Ajuda, António Costa declarou que a reunião do Conselho de Ministros aprovou sem qualquer alteração o decreto-lei aprovado para o estado de emergência que está agora em vigor. A primeira razão, sublinha, é o facto de as medidas adotadas estarem a produzir os efeitos desejados na prevenção da pandemia. O objetivo é uma evolução positiva na diminuição no número de novos casos por dia, que tem sofrido uma “descida acentuada”.

Apesar da melhoria, o primeiro-ministro reforçou que ainda estamos longe de alcançar a situação desejada no controlo da pandemia em Portugal. “Estamos muito melhor, mas estamos ainda quatro vezes pior do que no dia em que iniciámos o desconfinamento em maio do ano passado”, referiu. O número de internados reduziu significativamente, acrescentou, mas ainda é demasiado elevado.

A variante britânica no número de novos casos também preocupa o primeiro-ministro. António Costa destacou a maior transmissibilidade e indicou que esta estirpe é detetada, atualmente, em 49 por cento dos novos casos em Portugal. Até ao final de março, o governo quer ainda que o País tenha mais de 80 por cento da população com mais de 80 anos vacinada contra a pandemia de Covid-19. “Tudo recomenda que adotemos a maior prudência”, acrescentou.

Até dia 11 de março, será apresentado o plano de desconfinamento do País, que irá abrangendo sucessivas atividades e será guiado por um conjunto de critérios específicos consoante a evolução da pandemia. Já está a ser desenvolvido pelo governo em conjunto com especialistas, mas o primeiro-ministro não quer ainda adiantar mais detalhes.

“Foi recuperado todo o atraso dos inquéritos epidemiológicos”, referiu ainda António Costa sobre os rastreios, confirmando que o Ministério da Saúde está a preparar um “aumento significativo” das ações de testagem, facilitadas pelos novos testes que podem ser realizados pela colheita da saliva, o que permite “uma testagem massiva de cidadãos”.

Quanto às escolas, recorda que o governo resistiu ao encerramento das escolas, a última medida tomada, e adianta que será também a primeira medida que será invertida quando o País começar a desconfinar.

António Costa referiu também que, tal como tem acontecido até agora, a situação continuará a ser revista a cada 15 dias. O período de estado de emergência atualmente em vigor termina às 23h59 da próxima segunda-feira, 1 de março. A renovação foi aprovada pelo Parlamento na quinta-feira, 25 de fevereiro, e terá efeitos no período entre 2 e 16 de março. Em declarações ao País, Marcelo Rebelo de Sousa já tinha afirmado que a Páscoa será o marco essencial para a estratégia de prevenção de contágios.

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