A discussão sobre os chapéus-de-sol não poderem ser colocados em frente a concessões nas praias portuguesas parece estar prestes a chegar ao fim. E quem o garante é José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O responsável referiu esta segunda-feira, 25 de maio, que a proibição é “um abuso”
Por norma, em quase todas as praias, há sinaléticas destinadas aos banhistas que proíbem que sejam colocados chapéus-de-sol em frente às concessões — ou seja, zonas privadas onde os clientes têm de pagar para aproveitar a sombra nas espreguiçadeiras e guarda-sóis de um determinado estabelecimento privado —, guiando-os para espaços livres no areal.
“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, disse José Pimenta Machado à “Lusa”, aqui citado pelo jornal “Público”.
O responsável da APA acrescentou que será partilhada ainda esta semana uma nota de esclarecimento sobre o tema. Além disso, quando questionado sobre a retirada das sinaléticas que indicam aos banhistas as áreas onde é permitido colocar os guarda-sóis, o presidente garantiu que a “regra” será revista: “É um abuso e não há dúvida sobre isso.”
O problema acontece em muitas praias do Algarve, que recebem um número considerável de banhistas todos os anos. O presidente referiu que a única área concessionada deve ser aquela que está delimitada ao retângulo onde se encontram as espreguiçadeiras e chapéus de sol das concessões.
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente, partilha do mesmo sentimento. “As praias são públicas, sempre foram e continuam a ser”, disse, frisando que é permitido que os banhistas coloquem chapéus-de-sol em frente às concessões.






