Na cidade

Apesar de serem permitidas, as festas de Passagem de Ano estão a ser canceladas

Os bares e discotecas fecharam, mas estas festas, por serem consideradas eventos culturais, ainda podem decorrer.
As discotecas ainda têm uma pequena esperança.

A 21 de dezembro, após um Conselho de Ministros extraordinário, o governo decidiu encerrar os bares e discotecas, numa altura em que o número de casos positivos continua a aumentar — ao mesmo tempo, também a testagem tem quebrado recordes. Ainda assim, as festas de Passagem de Ano foram consideradas eventos culturais, por isso, continuam a ser permitidas. O Royal Palace, por exemplo, anunciou que iria manter o seu evento de fim de ano, apesar da polémica que a medida gerou.

Contudo, e mesmo que sejam legais, muitos organizadores decidiram cancelar os planos que tinham para a última noite de 2021 — em certa parte devido aos parecer negativos das autoridades de saúde. Na FIL, em Lisboa, estava prevista decorrer a Odisseia NYE, uma festa ao som do techno que previa ter milhares de pessoas na assistência. Na véspera de Natal, a organização anunciou o seu cancelamento através do Facebook: “Depois de nos darem luz verde para a realização do evento Odisseia – Mission of a Lifetime, as autoridades de saúde voltaram a dar novo parecer, desta vez negativo”, escrevem.

É um fenómeno que se está a verificar em todo o País. Em Coimbra, por exemplo, uma das festas mais esperadas da região, o Réveillon Caves de Coimbra, também acabou por ser cancelada, “devido à evolução da pandemia e ao agravamento das medidas por parte do governo”.

Os pareceres negativos da DGS são, no fundo, uma opinião mais especializada, mas não se tornam numa regra, cabendo a cada organização decidir o que farão quanto ao futuro do evento que organizam.

Os bares e discotecas estão encerrados até ao final da primeira semana de janeiro, mas mesmo assim ainda têm esperança de conseguir fazer algo na Passagem de Ano. “Estamos a pedir junto do governo que esta medida, já por todos considerada contraditória, seja corrigida e que nos seja permitido abrir no dia 31 de dezembro com encerramento imediato no dia 1 até novas medidas implementadas pelo governo”, diz José Gouveia, presidente da associação, citado pelo “JN”. A seu ver, esta abertura ajudaria a prevenir ajuntamentos ilegais e focos de contágio.

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