Na cidade

Árvore da Vida: a premiada (e secreta) capela de Braga que pode visitar

Enquanto dura a pandemia, há uma tour virtual para experienciar. Depois, há visitas semanais às sextas-feiras.
20 toneladas de madeira.

Secreta para muitos, já descoberta por tantos outros, até a nível internacional: a Capela da Árvore da Vida tem, além de um nome lindíssimo, uma estrutura e um design únicos no planeta. E fica em Braga, no Largo de Santiago, podendo ser visitada pessoalmente quando a pandemia passar; e virtualmente, com ajuda da autarquia local, no âmbito da iniciativa “Descobrir Braga sem sair de casa”.

No Seminário Conciliar de São Pedro e São Paulo, no Largo de Santiago, em Braga, encontra-se esta Capela da Árvore da Vida. É apresentada pela autarquia local, que tem um projeto criado para a pandemia, através do qual vai sugerindo espaços, recantos, jardins, detalhes e curiosidades sobre a cidade e as suas muitas maravilhas; e também formas de as visitar, de forma distante, por intermédio de vídeos ou mesmo visitas guiadas.

Neste caso, a “Descobrir Braga sem sair de casa” partilha um vídeo com a história desta capela já premiada, construída em 2011 num átrio deste seminário bracarense. Um “espaço de espiritualidade e recolhimento”, a capela foi erguida com 20 toneladas de madeira, numa construção sem utilização de pregos ou dobradiças, sendo, revela a câmara, fruto do trabalho conjunto de seminaristas, professores, arquitetos, artistas, escultores, ourives, pintores, carpinteiros e pedreiros.

Um detalhe do interior.

Em 2011, no mesmo ano da sua criação, a Capela da Árvore da Vida venceu o reputado Prémio internacional ArchDaily para o melhor edifício religioso, sendo “atualmente uma obra de referência para a arquitetura, património e arte sacra contemporânea”, conclui o município de Braga.

Na página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, um dos responsáveis pela sua criação, o Padre Joaquim Félix, professor da faculdade de Teologia de Braga, explica como surgiu a ideia. Relata como a capela foi elaborada, sempre com a premissa de integrar uma arquitetura mais moderna, à semelhança do que grandes nomes andavam a fazer. Joaquim Félix explica como ele e os seminaristas fizeram um trabalho de pesquisa, e guia o leitor por cada recanto do espaço.

Já no vídeo da visita online, disponibilizado pela autarquia bracarense, o mesmo teólogo explica que, construída no interior do seminário existente, a capela foi projetada pelos arquitetos António Jorge e André Cerejeira Fontes, com obra escultórica do norueguês Asbjörn Andresen.

O padre diz ainda que além do prémio internacional, a capela tornou-se conhecida em todo o mundo — chamam-lhe “The Tree of Life Chapel” — devido a um artigo no The Cool Hunter, uma plataforma nova-iorquina que é um dos sites de design e cultura pop mais lidos do mundo. Aqui, escreve-se que “a estrutura lembra uma cabana, um barco, um favo de mel ou uma floresta”. Depois deste destaque, em 2011, a sua fama “explodiu”, frisa o padre, tornando-a numa referência da arquitetura contemporânea.

Ainda assim ela mantém, diz, a sua atmosfera quase de “segredo” na cidade de Braga. A capela funciona como uma sala de oração para os seminaristas, podendo normalmente (fora do confinamento) ser apenas visitada pelo público numa hora única por semana, todas as sextas-feiras, entre as 17 e as 18 horas, com os visitantes sempre acompanhados.

Recorde-se de que, no passado mês de fevereiro, Braga foi considerado o Melhor Destino Europeu para 2021, com a European Best Destinations a chamar-lhe a “Roma portuguesa” e “uma das cidades mais felizes da Europa”.

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