Na cidade

As alterações climáticas podem aumentar o risco de transmissão de novas doenças

Segundo um estudo publicado revista “Nature”, a migração de mamíferos pode acelerar a propagação de vírus aos humanos.
A situação é grave.

Existem mais de 10 mil espécies de vírus que têm a capacidade de infetar humanos, mas a maioria vive silenciosamente em mamíferos selvagens. Com as alterações climáticas, que vão obrigar à migração de muitos destes animais, esses vírus podem vir a manifestar-se nos humanos. 

Segundo o novo estudo da revista “Nature”, publicado a 28 de abril por investigadores da Universidade de Georgetown (EUA), o mundo pode vir a registar, pelo menos, 15 mil casos de vírus transmitidos pelos animais nos próximos 50 anos. 

A subida das temperaturas na terra vão obrigar à deslocação de muitos mamíferos em busca de um habitat com condições climáticas que permitam a sua sobrevivência. Este movimento vai fazer com que muitas espécies se encontrem e interajam pela primeira vez: um encontro que poderá ser o responsável pela propagação de muitas patologias.

O estudo prevê mudanças geográficas de mais de três mil espécies de mamíferos até 2070, sobretudo nos continentes africano e asiático. Este número poderia ser mais elevado caso os animais conseguissem mudar de habitat rapidamente mas, segundo os investigadores, é altamente improvável que tal aconteça, até porque a velocidade da migração será sempre mais lenta que as alterações climáticas.

Porém, existe um mamífero que é a exceção a esta regra e pode vir a ser o maior culpado pela propagação de novas doenças: o morcego. “Há provas genéticas de que a capacidade de voar torna possível que os morcegos (e os seus vírus) circulem a níveis continentais”, sublinham os autores do artigo, citados pelo “Público”. De acordo com alguns dados analisados pelos investigadores, os morcegos já estão a começar a movimentar-se para outras regiões de forma rápida, devido à sua capacidade de voar longas distâncias. 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT