Na cidade

As praias fluviais, aldeias pitorescas e trilhos que tem de conhecer na Beira Baixa

Esta zona do Centro de Portugal é o destino ideal para desconfinar, aproveitar a natureza e desligar de tudo.
Monsanto é uma aldeia linda.

Numa altura em que a pandemia nos empurrou para dentro de casa, voltar a respirar o ar puro, sentir o vento no rosto e adormecer ao som da água a descer pelos rios é sinónimo de que estamos a fazer a escapadinha perfeita. Já não há dúvidas de que aquilo que mais queremos agora é encontrar locais que nos permitam reconectar com a natureza, ao invés de espaços que impliquem grandes concentrações de pessoas. 

Na Beira Baixa, por exemplo, estão a ser reunidos todos os esforços para garantir aos portugueses férias de verão incríveis, mesmo com limitações e medidas de segurança necessárias. Localizada bem no centro do País, junto à fronteira com Espanha, a região da Beira Baixa é um dos destinos ideais para desconfinar, aproveitar a natureza e desligar de tudo.

Composta pelos municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão, esta zona pitoresca de Portugal tem muito para ver ou fazer – desde a comida deliciosa às aldeias históricas e super charmosas, mergulhos em águas cristalinas das reservas naturais, cascatas ou praias fluviais.

Esta é, portanto, a altura ideal para marcar as suas férias na Beira Baixa e conhecer locais como o Jardim do Paço Episcopal, em Castelo Branco; o Monumento Natural das Portas de Ródão, em Vila Velha de Ródão; a Cascata da Fraga de Água d’Alta, em Oleiros; Cimo de Vila, em Penamacor, junto à fronteira com Espanha; ou a aldeia mais portuguesa de Portugal – Monsanto, na vila de Idanha-a-Nova, considerada pelo canal britânico BBC a mais invulgar do País.

Em Monsanto, há casas construída sob as pedras, o que torna esta zona uma das maiores atrações turísticas para de Portugal. Já que está por lá, aproveite para conhecer a história das bonecas marafonas (sem olhos, nem boca, nariz ou ouvidos) e descobrir as ruínas de Idanha-a-Velha, referência de todos os roteiros arqueológicos do País que marcam vestígios importantes de tempos antigos.

As encantadoras Aldeias do Xisto são também uma paragem obrigatória para quem procura os lugares mais pitorescos do País. Na Beira Baixa, pode visitar a aldeia de Sarzedas, Álvaro ou de Martim Branco, conhecida pelas suas raízes intocáveis e um forno comunitário. Por último, a aldeia de Figueira desperta um imaginário idílico da vida tranquila destes sítios longe da confusão. Tem a vantagem de ter bem próxima a praia fluvial da Fróia, onde pode descansar depois de uma bela caminhada. Esta é uma excelente opção para um dia em família – é pequena e ideal para deixar os miúdos à vontade.

A elegância das paisagens naturais da Beira Baixa também fazem da região um ponto de paragem obrigatório nos próximos meses. Em Proença-a-Nova, por exemplo, a praia fluvial do Malhadal, afastada das localidades, caracteriza-se por uma enorme extensão de água, que ronda um quilómetro. É aqui que fica o primeiro parque aquático fluvial da região Centro – o “Fluvifun”, com escorregas, trampolins e escaladas no meio da natureza.

Se, por outro lado, é fã de campismo e pesca desportiva, a praia fluvial de Cerejeira, também em Proença-a-Nova, é o destino final que deve pôr no mapa. Lá, é possível alugar vários tipos de embarcações para um dia bem divertido.

Entre outras opções, em Oleiros, tem mesmo de conhecer os remodelados Passadiços do Orvalho, que conduzem até uma das mais bonitas quedas de água da Beira Baixa – a Cascata da Fraga de Água d’Alta. Destaca-se também a praia fluvial Açude Pinto, com duas piscinas, uma zona de solário e um parque infantil. Já a praia fluvial de Álvaro, num local recatado e longe do turismo, é perfeita para quem procura reconectar-se a 100 por cento com a natureza. 

A zona balnear do Pego, em Idanha-a-Nova, é outro dos locais imperdíveis. Fica junto a velhos moinhos de rodízios que existem na zona abaixo do paredão da barragem e que podem ser visitados. Antes de lá chegar, pode também fazer o percurso pedestre que atravessa a zona – a Rota dos Fósseis.

No sopé da serra de Penha Garcia, junto à margem direita do rio Erges, encontra-se também uma das mais antigas fontes termais do País – a Fonte Santa. É considerada a “mãe” das Termas de Monfortinho e enquadra-se num cenário perfeito, onde a natureza permanece intacta. Já em Penamacor, encontra as Termas de Águas de Penamacor, com tratamentos termais com poderes terapêuticos e de bem-estar, que ajudam a tratar doenças e a relaxar o corpo e a mente.

Já que está pela zona, não deixe de fazer a Grande Rota Muradal-Pangeia, o passeio pedestre integrado no Trilho Internacional dos Apalaches, com passagem pelo Miradouro do Zebro, em Oleiros. E se for até Vila Velha de Rodão, experimente fazer o Caminho das Virtudes, com cerca de 8,5 quilómetros de extensão; ou passear de barco no Tejo pelas famosas Portas de Ródão.

Pode ainda aventurar-se e saltar de paraquedas, andar de paramotor ou percorrer os vários trilhos de BTT ou de trail da região. Na Reserva Natural da Serra da Malcata, por exemplo, cada passo é uma oportunidade de encontrar caminhos espetaculares pelo meio da natureza que convidam os amantes de BTT a explorarem os trilhos de Penamacor.

Quando parar para comer, experimente o maranho, o afogado da boda, o plangaio, a salada de almeirão ou o queijo cabreiro, alguns dos produtos típicos (e deliciosos) da Beira Baixa. Para sobremesa, experimente o bolo finto, as broas de mel ou a tigelada, feita com mel e leite de cabra.

Se quiser conhecer outros locais maravilhosos da Beira Baixa, carregue na galeria.

 

Este artigo foi escrito em parceria com o Turismo Centro de Portugal.

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