Na cidade

Aqui estão as primeiras imagens da nova estação de Metro de Arroios

Quatro anos depois do início da requalificação, já pode usar e redescobrir uma das estações mais concorridas da capital, agora com novidades e melhorias.
Um dos painéis.

Quase sete milhões de euros e quatro anos depois, a estação de Metropolitano de Arroios está de volta e funcional. A estrutura da linha Verde reabriu esta terça-feira, 14 de setembro, totalmente remodelada: agora com capacidade para receber comboios de seis carruagens e elevadores que lhe dão acessibilidade total.

Segundo informações da transportadora, a empreitada, que custou 6,67 milhões de euros, incluiu também a remodelação dos átrios, abrangendo a reorganização dos espaços de apoio. Foram ainda criados dois elevadores entre o cais e o átrio e outro entre o exterior da estação e o átrio. O objetivo, neste caso, foi dar continuidade ao cumprimento legal das várias obrigações de acessibilidades.

Agora, com a nova paragem de Arroios, o Metro de Lisboa passa a ter 41 estações, das suas 56, com “acessibilidade plena” — ou seja, com acesso entre a superfície e o cais de embarque para pessoas com mobilidade reduzida.

De acordo com a empresa, a intervenção pretendeu ainda melhorar a qualidade do serviço na rede para os milhares de clientes que diariamente utilizam o Metro de Lisboa.

Neste caso, a melhoria é principalmente para quem vive ou trabalha na zona de Arroios, que já não terá de se deslocar até às estações Alameda ou Anjos para aceder ao metro. “O comércio e os serviços locais vão, igualmente, beneficiar com esta reabertura que irá revitalizar o movimento da zona”, adianta o Metropolitano em comunicado, relembrando que a estação localizada na Praça do Chile, Arroios, com os seus quatro acessos, é uma das principais — e numa das freguesias com mais população — da cidade de Lisboa.

Melhorias, história e azulejos

Recorde-se que a estrutura foi encerrada em julho de 2017 para obras de requalificação, que deveriam estar concluídas no primeiro semestre de 2019. Porém, o contrato foi rescindido em janeiro desse ano por falência do empreiteiro, e as obras foram novamente a concurso, criando um atraso de mais de dois anos.

A estação de Arroios entrara primeiro em exploração em junho de 1972, com a abertura do troço Anjos/ Alvalade. Nessa altura, o projeto arquitetónico era de Diniz Gomes e a intervenção plástica de Maria Keil, que escolheu um módulo simples com linhas paralelas amarelas e brancas ou amarelas e azuis e compôs figuras geométricas retangulares.

Agora, a atual remodelação da estação Arroios, desta feita com o projeto de arquitetura de Paulo Brito da Silva, incluiu a reposição dos painéis de azulejos de Maria Keil nas paredes laterais dos átrios, reinterpretando-os nas zonas onde aumenta a área de parede revestidas, já que essas paredes passaram a ter dois pisos: cais e átrio.

A estação passa ainda a ter duas zonas distintas unidas por um pavimento em granito preto amaciado, com peças de remate na mesma pedra. Os visitantes podem ver as zonas em que se mantém a estação antiga, como os 70 metros de cais sob galeria abobadada ou os corredores de ligação entre os cais e os acessos com paredes revestidas com azulejos em barro vidrado a diferentes brancos. Já os dois átrios, nos topos dos cais onde se fazem os prolongamentos, foram profundamente alterados incluindo os painéis de Maria Keil como revestimento das paredes limites laterais.

A nível do cais, foi também integrado um painel de azulejos de Nikias Skapinakis (pintor português de ascendência grega), denominado “Cortina Mirabolante”, tríptico de cerâmica com cerca de 15 metros de comprimento, composto por três painéis de cores quentes e fortes. Este painel, agora tornado público, é uma obra invulgar, produzida através de uma técnica inovadora em que o azulejo é recortado nas suas mais diversas formas e tamanhos, e posteriormente colado, como se fosse um puzzle.

Se ainda não teve oportunidade para passar por lá, carregue na galeria para ver as primeiras imagens do Metropolitano de Lisboa e descobrir a fundo como está a renovada estação.

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