Na cidade

Associação alerta: há pessoas a abandonar os animais que adotaram no confinamento

A Midas revela que tem vindo a ser cada vez mais contactada por portugueses que se querem desfazer dos bichos.
É imoral.

O confinamento foi a altura escolhida por muitas famílias para adotar um animal de estimação. Entre cães e gatos, houve uma verdadeira corrida à adoções de animais, que serviram como escape e distração para o tédio dos dias passados em casa, sem nada para fazer. Agora que o País reabriu e a maioria das pessoas estão a voltar às suas rotinas normais, os amigos de quatro patas estão a ser deixados para trás.

O alerta é feito pela Associação Midas, que diz que, desde que começou o desconfinamento, disparou o número de pedidos de entrega de animais. “Estamos a receber muitos pedidos para entregar animais, alegando as pessoas que os encontraram, recolheram ou adotaram, sendo que esses animais nem sequer têm um ano de idade, ou seja, foram para as famílias após a chegada da pandemia e agora as pessoas querem entregá-los”, lamenta à “Lusa” Lígia Andrade, responsável pela associação de Matosinhos.

A Midas ainda lançou uma campanha em que apelava que “um animal não é só para confinar”, que sensibilizava as pessoas para a importância e a responsabilidade que implica adotar um animal de estimação. Mas parece não ter surtido efeito nas pessoas que, com o regresso aos trabalhos e à escola, deixam de ter tempo ou paciência para tratar dos animais.

“Findo o confinamento, as pessoas retomaram os seus ritmos normais, indo trabalhar ou para a escola e o animal passa a ser um empecilho”, refere Lígia Andrade, que sublinha ainda o impacto negativo que o desconfinamento tem nos animais, que passaram de “um cenário de 24 horas na companhia dos humanos para 12 horas de solidão, o que os faz entrar em depressão, sendo que não têm a nossa capacidade para o manifestar”.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT