Na cidade

Atenção: avistamentos de caravelas-portuguesas aumentaram nos últimos dias

O IPMA alertou que os organismos gelatinosos têm sido vistos nos Açores e entre Espinho e Sines.
Cuidado.

À primeira vista, esta espécie de gelatinosos pode parecer bonita, mas representa um grande risco para a saúde pública — e é preciso ter muito cuidado com as caravelas-portuguesas. Principalmente agora, que voltaram a ser avistadas na costa do País. O alerta foi dado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) esta sexta-feira, 24 de maio.

“O número de avistamentos de caravela-portuguesa comunicados ao programa de monitorização de organismos gelatinosos na costa portuguesa, do IPMA, tem aumentado ao longo da última semana, tanto nos Açores como no continente, onde se verificam ocorrências desde Espinho a Sines”, referem em comunicado.

Segundo os especialistas, as caravelas-portuguesas podem dar à costa devido à temperatura mais elevada da água, mudança influenciada pelas alterações climáticas. Uma vez que é a “espécie gelatinosa mais perigosa que ocorre no País”, o instituto deixa alguns cuidados a adotar em caso de contacto acidental com uma caravela-portuguesa. 

Se tocar em alguma caravela-portuguesa, a primeira coisa a fazer é lavar a zona afetada cuidadosamente com água do mar, sem esfregar. Deve ainda remover possíveis vestígios da pele com uma pinça, aplicar compressas quentes (40 graus) durante 20 minutos ou vinagre sem diluir. Por fim, dependendo da gravidade da situação, procure um profissional de saúde.

O IPMA refere ainda que, se avistar uma caravela-portuguesa no areal ou no mar, “não lhe toque e informe as pessoas que se encontram nas imediações”. Localizadas nos tentáculos, as suas células urticantes podem causar queimaduras severas, mesmo após a morte do animal.

Os avistamentos desta espécie são monitorizados, desde 2016, através do projeto de ciência GelAvista, que desafia os cidadãos a contribuir para o desenvolvimento da ciência através da comunicação de avistamentos das espécies que ocorrem no País. Assim, se encontrar uma delas no areal ou no mar, basta enviar as informações através da aplicação ou do e-mail plancton@nullipma.pt. Só precisa partilhar o local, data e hora, número estimado de organismos observados e uma fotografia que permita identificar a espécie.

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