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Atenção, lisboetas. Câmara Municipal encerra todos os jardins até ao final da semana

O presidente da autarquia, Carlos Moedas, deu “ordem imediata para o fecho” dos espaços públicos e aconselha teletrabalho.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, deu “ordem imediata” esta quarta-feira, 4 de fevereiro, para o encerramento de todos os jardins municipais da cidade, 9 de fevereiro, segunda-feira, devido ao impacto causado pela depressão que se faz sentir atualmente no País. Em causa, está o alerta para o perigo de queda de árvores e alagamento dos solos.

O autarca garantiu também que o cenário na zona ribeirinha da cidade, onde existe um maior risco de inundações, está a ser controlada pelo Centro de Comando Operacional de Lisboa. O que nos preocupa daqui até domingo é este acumular da persistência da chuva”, afirmou, sem adiantar previsão de quando os espaços públicos voltarão a abrir.

A lista de parques temporariamente encerrados inclui Estufa Fria, Jardim da Cerca da Graça, Jardim do Caracol da Penha, Jardim Guerra Junqueiro, Parque da Bela Vista, Parque da Serafina, Parque do Alvito, Parque Urbano do Alto do Duque, Parque Verde de Carnide, Parque José Gomes Ferreira, Quinta da Paz, Quinta das Conchas e Lilases e Tapada das Necessidades.

Na sua mensagem, Moedas pediu “racionalidade”, embora não queira “alarmar a população”, e também aconselhou uma série de medidas preventivas. Entre elas, pede a “todos os que possam estar em teletrabalho, que fiquem em teletrabalho”. 

Em Lisboa, a tempestade Kristin provocou mais de 500 ocorrências, segundo os dados partilhados pela Câmara Municipal. Já a depressão Leonardo, que chegou ao nosso País esta quarta-feira, levou ao registo de 160 ocorrências, a maioria relacionada com as inundações. 

O rasto de destruição tem sido ainda mais sentido em cidades como Leiria, uma das mais afetadas. Além dos deslizamentos de terra e quedas de árvores, as rajadas de vento causaram a destruição de estruturas, lojas, centros comerciais, estádios e de residências. A cidade também continua a enfrentar falhas de eletricidade e de rede. 

Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a chuva vai continuar pelo menos até dia 13 de fevereiro, sexta-feira. Nos próximos dias, distritos como  Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão sob aviso laranja por causa da agitação marítima.

Leia também o artigo da NiT sobre um turismo rural em Leiria que foi também destruído pela tempestade.

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