Na cidade

Atenção: a partir desta sexta-feira já tem de pagar taxa turística nas Berlengas

O imposto será usado na melhoria das condições das ilhas. A Berlenga Grande tem um limite diário de 550 visitantes em simultâneo.
Ficam em Peniche.

Os destinos turísticos de grande afluência começaram a apostar nas taxas impostas aos visitantes. Primeiro foi Óbidos que impôs um montante de 1€ a todos os que lá pernoitassem. Desta vez, são as ilhas das Berlengas que criam uma taxa para os turistas, que entrou em vigor esta sexta-feira, 1 de abril. Visitar as ilhas passa a custar 3€.

O dinheiro das receitas será utilizado para fazer obras de saneamento, na gestão de resíduos e de abastecimento de água de uso público, na implementação de alternativas de fornecimento de energia elétrica sustentável e  em melhorias das infraestruturas existentes no cais do Carreiro do Mosteiro.

Existem, porém, exceções: residentes sazonais habituais, prestadores de serviços e representantes das entidades oficiais com jurisdição na Reserva Natural das Berlengas não terão de pagar qualquer taxa.

Visitantes entre os 6 e os 18 anos e maiores de 65 anos pagam apenas metade do valor e tudo será feito por um registo prévio numa plataforma online. Recorde-se que a Berlenga Grande tem um limite diário condicionado a 550 visitantes em simultâneo, devido à sua pequena dimensão e necessidade de preservar as suas espécies e habitats.

A NiT já lhe contou tudo sobre as Berlengas: são Reserva Natural há décadas, devido à sua importância enquanto ecossistema insular, o valor biológico da área marinha, o seu elevado interesse botânico, o papel da ilha em termos de avifauna marinha e a “presença de interessante património arqueológico subaquático”. O arquipélago foi também classificado como Zona de Proteção Especial para as Aves Selvagens em 1999.

Certo é que, no verão, mais de mil turistas chegavam a visitar a ilha diariamente, que é também Reserva da Biosfera da UNESCO (desde 2011): mais de 43 mil visitas no total em média, a cada verão. Durante anos, a situação esteve, por isso, descontrolada quer quanto à preservação da biodiversidade, como à experiência dos visitantes. Desde 2014 que tem sido feito um esforço para inverter esta tendência.

Como ir, onde ficar e o que ver

Se quiser visitar as Berlengas, basta chegar a Peniche (o acesso mais fácil é pela A8), procurar o Cais de Embarque e apanhar o barco para a Berlenga Grande. É aconselhável reservar a viagem, sobretudo no verão, e pode fazê-lo através da Viamar — não é a única empresa a fazer o trajeto, mas é a mais concorrida. A viagem é de cerca de 10 quilómetros, ou seis milhas náuticas.

Para dormir, tem normalmente três opções: o Hotel Forte de São João Baptista, que fica precisamente no forte e agora é gerido pela Associação Amigos da Berlenga. Tem também a Pensão Pavilhão Mar e Sol, que pertence ao Restaurante Mar e Sol; e o Parque de Campismo das Berlengas (reservas para campismo.berlenga@nullcm-peniche.pt, e é melhor reservar pois está sempre cheio).

Convém lembrar que não precisa de lá dormir, há muitas excursões de um dia a partir de Peniche, onde as opções de alojamento são vastas, ou pode simplesmente comprar bilhete de ida e volta.

Para visitar, tem a Fortaleza de São João Batista, o farol do Duque de Bragança ou farol da Berlenga, construído em 1840 e as praias: a Praia do Carreiro do Mosteiro, a maior, e as mais pequenas, a Praia do Forte ou a Praia Cova do Sonho. Tem ainda trilhos, caminhadas, pode espreitar o Centro de Visitantes e tem excursões de barco às grutas: a Gruta da Lagosteira, a Gruta da Flandres, da Inês, do Brandal, Gruta Azul e Gruta Muxinga.

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