Na cidade

Ativistas atiram tinta para os leitores de cartão de embarque no Aeroporto Humberto Delgado

O protesto aconteceu esta segunda-feira, 4 de março. Os ecrãs de informação também foram tingidos de vermelho.
Os protestos aconteceram no aeroporto de Lisboa.

Os protestos dos ativistas pelo clima são cada vez mais frequentes e violentos. Depois de terem bloqueado a passagem dos carros nas autoestradas e terem atirado tinta verde ao ministro das Finanças, Fernando Medina, e ao líder do PSD, Luís Montenegro, esta segunda-feira, 4 de março, os integrantes do movimento Climáximo pintaram de vermelho os leitores de cartões de embarque e os ecrãs de informação do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O objetivo do grupo era dificultar ao máximo o processamento das viagens dos passageiros. Para reforçar a ideia, os manifestantes também colocaram uma faixa no átrio onde se lia “Novo Aeroporto: Colapso Climático”, avança o jornal “Correio da Manhã”. Afirmam que os “planos de construção de um novo porto de aviação em Lisboa, a expansão deste e/ou a sua deslocação para outro local é um ato de guerra”, lê-se num comunicado, citado pelo “Jornal de Notícias”.

“Existe um consenso generalizado no debate público e entre os partidos que concorrem às eleições que definir a localização do novo aeroporto de Lisboa é uma prioridade máxima da próxima legislatura. Isto só torna clara a hipocrisia total dos partidos que dizem levar a sério a crise climática, mas que continuam 100 por cento comprometidos com novos projetos de morte. Temos que esquecer a ilusão de que a aviação é uma necessidade básica. Metade das emissões deste setor são produzidas pelos um por cento mais ricos do mundo, enquanto 80 por cento nunca voou sequer. O que é básico é defender a vida contra os interesses destrutivos do lucro e transitar do meio de transporte mais desigual que existe para transportes terrestres movidos a energia limpa e acessíveis a todas as pessoas”, revelou a ativista Inês Teles, na mesma nota.

Após os protestos, pelo menos três pessoas foram detidas pela polícia.

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