Na cidade

Ativistas climáticos pintaram de laranja o famoso Portão de Brandemburgo, em Berlim

Os manifestantes utilizaram extintores de incêndio cheios de tinta para vandalizar as seis colunas do monumento.
Mais um ato de vandalismo.

Após inúmeras obras de arte, os ativistas climáticos partiram para a vandalização de monumentos. Em abril deste ano, a água da famosa “Fontana della Barcaccia”, em Roma (na Itália), ficou tingida de negro. Este domingo, 17 de setembro, os ambientalistas do grupo Last Generation apontaram o alvo ao Portão de Brandemburgo, em Berlim.

Os ativistas climáticos utilizaram extintores de incêndio carregados de tinta para pulverizarem de laranja e amarelo as seis colunas do monumento, uma antiga porta da cidade, reconstruída no final do século XVIII como um arco do triunfo neoclássico. 

A ação faz parte de um protesto para exigir o fim do uso de combustíveis fósseis até 2030. Os manifestantes exigem que a Alemanha adote medidas a curto prazo, como a imposição de um limite de velocidade de 100 quilómetros por hora nas autoestradas, para reduzir as emissões mais rapidamente. “O protesto é claro: é altura de uma mudança política”, justificou o grupo. “Longe dos combustíveis fósseis e em direção à justiça”, assinalou.

As autoridades alemãs prenderam os 14 manifestantes que se encontravam no local e já iniciaram uma investigação sobre os danos materiais da enorme construção com 26 metros de altura. Já o autarca de Berlim, Kai Wegner, condenou o protesto dos ambientalistas. “Com esta ação, o grupo está não só a lesar a histórica Porta de Brandemburgo, mas também a livre expressão sobre importantes assuntos do nosso tempo e do futuro”, disse.

Este ato de vandalismo na capital alemã foi a mais recente manifestação do grupo ativista Last Generation, que já realizou protestos em várias galerias de arte para colocar as alterações climáticas na agenda mdiática. Em maio de 2022, um visitante disfarçado de idosa em cadeira de rodas atirou uma tarte ao quadro de Mona Lisa, no Museu do Louvre (Paris). Uns meses depois, a 14 de outubro, uma ativista ambiental despejou sopa no icónico quadro icónico de Van Gogh “Os girassóis”, exposto na National Gallery, em Londres. Na semana seguinte, a 23 de outubro, no Museu Barberini, Alemanha, dois ativistas climáticos atingiram a pintura “Les Meules”, do pintor francês Claude Monet, com puré de batata. Um mês depois, em novembro de 2022, três ativistas atacaram outra pintura de Van Gogh, “O Semeador”, com puré de ervilhas.

Mais um ato de vandalismo.

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