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Alerta vermelho: autoridades pedem às populações ribeirinhas do Tejo que abandonem as casas

Em causa, estão as possíveis inundações, cheias e deslizamentos de terras causadas pelo aumento do nível da água no rio.

O cenário é preocupante nas zonas ribeirinhas do rio Tejo. Dezenas de casas poderão correr o risco de serem inundadas nos próximos dias devido à subida do nível da água. Quem o diz é Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, que alertou na manhã desta quinta-feira, 5 de fevereiro, para os riscos que os residentes estão a correr. 

As declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, no concelho de Oeiras, segundo avançou a Lusa, aqui citada pela “SIC Notícias.”

“Desde 1997, aproximadamente, que não tínhamos um episódio destes na Bacia do Tejo e no Rio Tejo”, partilhou Mário Silvestre. “Portanto, isto implica cuidados por parte da população ribeirinha que estão habituados a este fenómeno, mas desde 1997 que não temos um fenómeno potencialmente com esta dimensão”.

O comandante aconselha que as populações ribeirinhas do Tejo abandonem as suas casas e procurem um local seguro para se abrigarem. “Aquilo que se recomenda a todos é, preventivamente, retirem as coisas das suas casas, coloquem-se em segurança, abandonem as casas, ou seja, vão para locais seguros sempre que possível”, afirmou. “O comportamento seguro neste momento é crítico para que se possa passar por este episódio sem termos vítimas a lamentar”.

O fenómeno é explicado por dois motivos: o facto de as barragens espanholas de Alcântara e Cedilho estarem “a debitar caudais muito elevados no rio Tejo” (cerca de sete mil metros cúbicos por segundo) e também pelas ocorrências nas próprias bacias em Portugal, que poderão explicar caudais “na ordem dos nove mil metros cúbicos por segundo”.

Por esta razão, poderão acontecer inundações em zonas urbanas, cheias e deslizamentos de terras, além da formação de lençóis de água.

“Se estiver a conduzir, não atravesse estradas inundadas. É crítico que não o façam. Pare em local seguro e elevado, longe das linhas de água, 30 centímetros de água para a maior parte dos veículos, é igual ao veículo ficar parado dentro de água por aspiração da mesma, e, portanto, isto coloca logo e de imediato as pessoas em risco”, recomendou. 

A Proteção Civil também começou a enviar mensagens de alerta à população na tarde desta quinta-feira, alertando par ao “elevado risco de cheia/inundação nas áreas ribeirinhas”. Aconselha ainda que todos evitem circular próximo das margens. 

Pode consultar os avisos da Proteção Civil diretamente no site das autoridades.

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