Na cidade

Bairros históricos sem carros: associação lisboeta quer que se tornem todos pedonais

Propõe-se que a medida arranque no Bairro Alto. O objetivo futuro é conseguir ter um turismo de maior qualidade na capital.
Uma forma de ajudar restaurantes, bares e animação noturna.

A Associação Portuguesa de Restaurantes, Bares e Animação Nocturna (APRBAN) quer ver as ruas de Lisboa com uma nova dinâmica. Defendeu esta sexta-feira, dia 24 de junho, que os bairros históricos diminuam a circulação de carros através de percursos pedonais.

Ricardo Tavares, presidente da associação, acredita que a preocupação de tornar esses bairros pedonais, “como acontece em toda a Europa”, possibilita “não só reduzir o ruído substancialmente nos bairros históricos, como para podermos ter um turismo também com mais qualidade”.

Outra das preocupações mencionadas passa pela redução de resíduos e uma política que vise a redução das emissões de dióxido de carbono para zero. Propõe-se que ambas as medidas, já apresentadas a Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, comecem no Bairro Alto, estendendo-se gradualmente a outras zonas da capital.

“Em termos de sustentabilidade, acreditamos que o turistas quando chegam à cidade não têm propriamente uma visão muito positiva da mesma, porque olhamos e vemos o lixo e a insegurança”, acrescenta, citado pela Lusa. “Claro que todos os portugueses são muito calorosos, os lisboetas mais ainda, e, depois, os turistas acabam por sair de cá com uma opinião muito positiva”.

As áreas da restauração, dos bares e da animação noturna são três dos pilares que, complementando-se, fomentam a atividade económica da cidade. Por isso mesmo, tendo em conta o impacto da pandemia nos três setores, a criação de zonas pedonais pode ser uma vantagem para os empresários situados nos bairros históricos.

A proposta foi apresentada 2.ª Comissão Permanente de Economia e Inovação e Turismo da Assembleia Municipal de Lisboa, no contexto da elaboração de um relatório focado no tema da recuperação económica da cidade no contexto pós-pandémico.

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