Na cidade

Barracuda: o submarino que se está a transformar num museu em Almada

Depois de 42 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e mais de 800 mil milhas percorridas, está prestes a receber visitas.
Foi construído no final dos anos 60. Foto: Marinha Portuguesa.

É o submarino mais antigo de todas as marinhas de guerra da NATO e tem 42 anos de história para contar. Foram mais de 300 missões onde mergulhou nas profundezas dos oceanos — percorreu 800 mil milhas, o equivalente a 36 voltas ao mundo. 

Construído no final dos anos 60, em Nantes, França, o submarino Barracuda tinha apenas 35 camas e só permitia a entrada a 54 militares, que não tinham as melhores condições do mundo. Citado pelo Almadense, o Capitão do Mar e Guerra da Marinha Daniel Letras revelou como era viver no emblemático navio: “Dormíamos por turnos. Quando um se levantava da cama, o outro deitava-se. Só o comandante e o enfermeiro, que não eram substituídos por ninguém, é que tinham uma cama fixa”.

Só tinham 12 mil litros de água a bordo para todos os militares, que não podiam tomar banho a bordo. “Só na véspera de chegar ao porto estrangeiro é que o comandante tomava banho, bem como o grupo que estava de serviço”. 

A primeira viagem aconteceu em outubro de 1968, onde partiu das águas francesas para chegar a Portugal. Com dois motores a diesel (de 1.300 cavalos) e outros dois elétricos (de 1.600 cavalos), podia aguentar 31 dias no mar, a 300 metros de profundidade. 

A última viagem do submarino com o nome de um peixe feroz aconteceu em 2013, em direção às docas do estaleiro naval de Cacilhas, em Almada, onde se encontra atualmente. 

Depois de mais de 40 anos ao serviço da Marinha Portuguesa, o submarino está agora em processo de musealização e o plano é começar a receber visitas já no próximo ano.

O futuro ponto de interesse na cidade de Almada vai ficar no pólo museológico da Marinha Portuguesa, em Cacilhas, juntamente com a Fragata D. Fernando II e Glória. 

O submarino. Foto: Marinha Portuguesa.

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