Na cidade

Beeq: as bicicletas elétricas portuguesas que a pandemia não parou

A marca produz os modelos em Vila Nova de Gaia e já tem vários fãs conhecidos, como Miguel Araújo e César Mourão.
Assim é mais fácil andar pela cidade

Numa altura em que podemos e devemos sair pouco de casa, qualquer pretexto é bom para fazer algum exercício, mesmo que seja disfarçado. Seja qual for o motivo, as bicicletas tornaram-se num meio de transporte com cada vez mais adeptos nas cidades portuguesas e nem a pandemia tem travado o seu sucesso.

Para quem não gosta de suar, pedalar de casa ao trabalho pelas subidas e descidas de cidades como Lisboa e Porto pode parecer um enorme sacrifício. Por isso, as bicicletas elétricas podem mesmo ser o futuro e um exemplo disso está mesmo aqui à porta. A Beeq é a nova marca de bicicletas elétricas, é portuguesa e nasceu durante a pandemia, quando tudo estava parado ou mesmo a fechar.

“Não lançámos a marca com a pompa e circunstância planeadas inicialmente”, conta à NiT a brand manager da Beeq, Bárbara Rodrigues. Ainda assim, todas as contrariedades que o mundo tem atravessado nos últimos meses não foram suficientes para deter esta novidade.

A Beeq foi lançada em junho, mas já estava a ser pensada e desenvolvida há cerca de três anos. Nascida em Vila Nova de Gaia, pertence à RTE, uma empresa com 37 anos de experiência e que é neste momento “o maior produtor europeu de bicicletas”. A Beeq percebeu que estava na hora de criar uma marca própria e chegar ao contacto mais direto com o público, por isso decidiu apostar no futuro e na mobilidade elétrica.

Embora pareça que esta não é a melhor altura para lançar um projeto, o resultado tem provado o contrário. Com a pandemia parece que o mercado das bicicletas elétricas está mesmo a crescer, seja para fazer mais desporto, para o dia a dia ou para evitar aglomerações, trânsito e os transportes públicos nas deslocações casa-trabalho-casa.

Um dos principais pontos em que a Beeq se destaca das demais é a produção. “É feita em Portugal, com peças de fabrico europeu e isso minimiza o fator Ásia”, explica Bárbara Rodrigues. O que acontece é que é mais fácil controlar a produção e o tempo de deslocação dos materiais. Por isso é que uma Beeq chega a qualquer ponto do País em um a dois dias úteis e ao resto da Europa entre dois a seis.

Comprar uma destas bicicletas é muito simples, basta ir ao site, escolher a que mais se adequa às suas necessidades e encomendar o respetivo modelo. Depois pode recebê-la em casa ou através de uma loja parceira. Se desejar, pode ainda agendar um test-drive em Lisboa, Porto-Gaia, Viseu ou no Algarve para conhecer melhor o produto.

O C500, nas suas variantes Urban Motion e Trekking, é o último modelo da marca. Distingue-se dos outros pelo preço mais baixo — 1.799€ —, pela bateria diferente e por ser mais leve. “É mais ágil e leve, bom para utilização em deslocações curtas na cidade e tem um espetro maior de quadro para ser mais confortável para pessoas mais baixas, a partir de 1,50 metros”, aponta a responsável.

Os restantes modelos da marca — E800 Urban Motion, C800 Trekking e M500 Wild — têm preços entre os 2.099€ e os 2.399€. O peso varia entre os 23 e os 28 quilos e a autonomia pode ir, conforme o tipo de utilização, dos 40 aos 150 quilómetros. Quando chega a hora de carregar, todos os modelos têm a opção de fazê-lo diretamente com cabo ou retirando a bateria.

Com mais de 200 unidades vendidas até ao momento, a Beeq tem conquistado não só os portugueses mas também os suíços e os alemães. Por cá, entre alguns dos mais famosos utilizadores estão o músico Miguel Araújo e o ator e humorista César Mourão, que costumam partilhar nas redes sociais os seus percursos diários.

Se está a pensar em comprar uma bicicleta elétrica, tenha em conta ainda que tanto o Estado como algumas autarquias dão incentivos específicos. No caso de Lisboa, por exemplo, pode ter a sua Beeq diretamente através das lojas parceiras, basta consultar as informações no site da marca.

A Beeq tem já preparados quatro novos modelos para 2021, embora tudo esteja um pouco dependente da evolução da pandemia.

“Temos o ano inteiro planificado, mas depende”, aponta Bárbara Rodrigues. E acrescenta: “O maior objetivo continua a ser fazer o trabalho de reconhecimento a nível europeu e uma maior aposta no estrangeiro pela dimensão do trabalho”.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT