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Black Flag. O barco que o leva a descobrir as praias secretas de Sesimbra

O passeio demora cerca de três horas e é para grupos privados, até seis passageiros. No inverno, arrancam as atividades de pesca.
Demora três horas.

Tiago Guimarães tinha pouco mais de sete anos quando foi à pesca pela primeira vez, desafiado pelo padrinho. Recorda-se bem do dia em que apanhou “uma centena de peixes-agulha” e, desde então, nunca mais parou. “Fiquei maluco e viciado”, conta à NiT o lisboeta, de 35 anos. 

Pouco depois, aventurou-se num barco, em Cascais, e o interesse pela pesca embarcada foi crescendo.  Aquilo que havia começado como uma pequena brincadeira, acabou por se tornar um assunto sério na vida de Tiago. “Comecei a percorrer os portos da Ericeira, Vila Nova de Milfontes, Sesimbra e Setúbal. Conheci muita malta e cheguei a trabalhar como marinheiro, durante dois anos, em algumas embarcações, como o Barcos Farol do Sado e no Pescaki. A vontade de ter um barco meu surgiu nessa época”, recorda. 

O sonho tornou-se real há 10 anos, quando comprou a sua primeira embarcação, mas, confessa, na altura, “não percebia nada do assunto”. Sem ninguém para o ajudar ou aconselhar, não fez o melhor negócio de sempre: o barco, além de pequeno, era demasiado baixo.

“Lembro-me de estar no rio Sado e começou a ficar muito vento, vi-me grego para conseguir sair de lá”, conta. O susto levou-o a vender o tal barco, mas dois anos depois, comprou outro, “desta vez melhor e bom para a pesca”. 

Contudo, este ainda não seria o definitivo. Em 2021, surgiu a oportunidade de comprar um ainda melhor: o Black Flag. “Vendi os antigos e, após juntar algum dinheiro, comprei outro [barco] com melhores condições”, conta. No início, usava a embarcação essencialmente para pescar aos fim de semana, sendo que nos restantes dias ficava atracado no cais Espadarte, em Sesimbra.

Quando a empresa agrícola que fundou no Montijo, com outros dois sócios, começou a correr mal, decidiu dar mais uso à embarcação e enveredou por uma nova área: a do turismo. “O barco tem estado no mar e sabemos que a pesca não dá assim muito dinheiro, portanto, comecei a fazer passeios turísticos”, confessa. Este verão, o Black Flag, com sete metros e meio de comprimento e quatro toneladas, começou a receber grupos privados (até seis pessoas) a bordo.

Durante os meses mais quentes, Tiago organiza passeios para avistar golfinhos e dar conhecer a costa de Sesimbra — e é este último que tem tido mais sucesso. Ao longo de três horas terá oportunidade de visitar as praias mais bonitas (e secretas) da região, como a famosa Praia da Ribeira do Cavalo, com água azul-turquesa que “faz lembrar o sudeste asiático”. As praias da Mijona e da Baleeira são outros dos destaques do passeio, bem como as grutas estreitas que irá conhecer ao longo do caminho.

“Podemos parar para fazer mergulho, até porque tenho material de snorkeling no barco. Recentemente também colocou uma boia de dois lugares e oferece uns minutos para os clientes andarem”, destaca. No próximo ano, pretende ainda arranjar uma prancha de paddle, tudo para “oferecer um dia memorável” ao grupo. Os passeios são privados e os preços rondam os 350€ pelo barco completo.

Em novembro, Tiago deverá dar início a uma nova atividade a bordo, destinada a outro tipo de público-alvo: a pesca. Aqui, o “passeio” começa às 5h30 da manhã e só termina às 16 horas. Não é necessário levar material de pesca, até porque está incluído no valor. Os preços deverão rondar os 50€ por pessoa. As reservas podem ser feitas através do Instagram.

A seguir, carregue na galeria para ficar a conhecer melhor a embarcação Black Flag e alguns dos pontos altos do passeio pelas praias de Sesimbra.

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