Na cidade

Câmara de Lisboa quer reabilitar o icónico edifício Panorâmico de Monsanto

O espaço está fechado desde junho de 2023 por "falta de segurança". A autarquia quer transformá-lo num equipamento municipal.
A vista é das melhores da cidade.

Já foi um restaurante, uma discoteca e um dos miradouros mais procurados de Lisboa. Atualmente, o Panorâmico de Monsanto está fechado, ao abandono. A Câmara Municipal de Lisboa quer agora convertê-lo num novo equipamento municipal, com instalações para uma concessão ligada ao ambiente e ecologia.

“Têm vindo a ser desenvolvidos vários estudos na perspetiva da sua reconversão e reabilitação para ser utilizado como um novo equipamento municipal, com instalações para que possa vir também a ser lançada uma concessão ligado ao ambiente, ecologia e sustentabilidade, visto o custo estimado para a sua reabilitação ser muito elevado”, declarou Ângelo Pereira.

Situado no Alto da Serafina, a 205 metros de altitude, o Restaurante Panorâmico de Monsanto abriu em 1968 e durante décadas recebeu vários famosos e figuras de Estado. Desde que fechou, nos anos 1990, ficou ao abandono, mas nunca deixou de haver propostas de reabilitação. Em 2017, abriu ao público como miradouro, para fechar em junho por falta de segurança. A última sugestão de tentativa de recuperação do edifício surge no arranque deste ano, pela Câmara Municipal de Lisboa, que avança que o investimento terá custos elevados.

“O estudo de viabilidade económica dessa intervenção de reabilitação individualizou os custos de reforço e consolidação estrutural, orçados em cerca de 10 milhões de euros, e os custos de uma operação de reabilitação total, acrescendo-se para tal os custos de intervenção ao nível da arquitetura, orçada em 13 milhões de euros”, indicou o vereador da Estrutura Verde na Câmara de Lisboa, Ângelo Pereira.

A autarquia adianta que está também a ser analisada a possibilidade de centralizar os vários serviços dispersos da Direção Municipal de Espaços Verdes, Clima e Energia. O projeto inclui a construção de um auditório municipal, com a capacidade para 380 pessoas, e uma sala polivalente, com cerca de 360 metros quadrados.

Para quem este edifício tem a melhor “vista de Lisboa”, não precisa de se preocupar. A Câmara também incluiu a “manutenção da abertura ao público do miradouro do topo do edifício, através do controlo de acessos e horários”.

 

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