Na cidade

Caos no trânsito. Obras do túnel condicionam circulação em zonas críticas de Lisboa

A autarquia publicou um vídeo onde explica as alterações à circulação nas artérias afetadas. As obras vão durar, no mínimo, um ano.
Saiba quais são as alterações.

Lisboa vai ter dois novos túneis subterrâneos para reduzir a frequência das cheias e suas consequências, principalmente nas zonas mais vulneráveis. A construção das infraestruturas acontece no âmbito da execução do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) e são consideradas as obras municipais de maior envergadura alguma vez levadas a cabo pela autarquia.

A construção do primeiro túnel, que ligará Monsanto e Santa Apolónia, irá condicionar a circulação automóvel em diversas artérias da capital a partir desta terça-feira, 24 de janeiro. A Câmara Municipal publicou no Twitter um vídeo onde explica todas as alterações no trânsito nas zonas onde decorrem as obras.

A Rua Museu da Artilharia vai ficar interdita ao trânsito e, para chegar lá, terá de fazer um desvio pela Rua dos Caminhos de Ferro, Rua Diogo Couto, Rua do Mirante, Rua do Paraíso, ou “percorrer a Avenida D. Henrique, fazer inversão de marcha na Avenida Mouzinho de Albuquerque”, explica a autarquia. Para aceder à Praça do Comércio, deverá continuar pela Rua dos Remédios.

A ciclovia que percorre o troço em causa também vai sofrer constrangimentos e será desviada temporariamente pela zona do Porto de Lisboa. As paragens da Carris vão ser reajustadas, sobretudo as das carreiras 734, 706, 712, 781, 782, 794 e 728. Estima-se que os trabalhos desta fase decorram durante os próximos 12 meses.

A intervenção vai custar cerca de 250 milhões de euros e a conclusão dos dois túneis subterrâneos está prevista para o primeiro trimestre de 2025. O primeiro liga Monsanto a Santa Apolónia e terá aproximadamente 5 quilómetros de extensão. O segundo terá cerca de um quilómetro e ligará Chelas ao Beato.

Os túneis em questão vão captar as águas pluviais recolhidas em Monsanto e Chelas. Outros pontos adicionais de captação, incluem a Avenida da Liberdade, Santa Marta e a Avenida Almirante Reis. Seguindo este percurso, o volume de água — que poderia provocar cheias e inundações — vai ser conduzido até ao rio, nas zonas de Santa Apolónia e do Beato.

O Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) foi apresentado a 27 de junho de 2022 numa reunião onde foram discutidas uma série de medidas para proteger a capital de cenários como inundações. Devido à crescente ocupação da cidade e às alterações climáticas, estes fenómenos têm-se agravado em zonas mais críticas, como a Rua de São José, a Baixa e Alcântara, por exemplo.

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