Na cidade

Cascata Cai D’Alto tem 60 metros e é uma das menos exploradas de Portugal

Nem todos conseguem alcançar esta queda de água, uma vez que o único percurso possível implica atravessar o leito do rio Poio.
Foto: Pedro Teixeira.

Seja no inverno ou no verão, qualquer época do ano é boa para explorar os encantos secretos e paradisíacos do nosso País. Perdidos na montanha ou nas profundezas do interior, há praias fluviais, lagos, riachos e deslumbrantes cascatas que merecem uma visita, pelo menos uma vez na vida. A Cascata Cai D’Alto é um claro exemplo de um sítio mágico no meio de origem fluvial. É apenas uma das quedas de água que se encontram pelo rio Poio, um dos mais bonitos e secretos do norte de Portugal.

Situado em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, deslumbra pela pureza das águas cristalinas, assim como pelas grandes rochas, cascatas e lagoas que fazem parte da paisagem. Apesar de pequeno, é um puro rio de montanha, localizado num vale estreito e com escarpas a rodear as margens. 

O percurso não é fácil, pelo que vai precisar do seu espírito mais aventureiro se quiser conhecer a incrível Cascata Cai D’Alto, um dos principais pontos de interesse. Com 60 metros de altura, é uma das mais altas (e impressionantes) do nosso País. A partir da nascente do rio, a água cai até chegar a uma tranquila lagoa, onde pode aproveitar para se refrescar. Isto se a conseguir alcançar.

Para lá chegar, o único caminho possível para subir o rio é o seu leito, mas prepare-se para encontrar uma série de obstáculos, já que está repleto de enormes penedos, alguns deles do tamanho de um carro. E até há quem diga que Poio significa socalco — e não é difícil perceber porquê. 

O que podia ser um trajeto (relativamente) curto, torna-se assim uma longa caminhada de seis horas (ida e volta) para chegar à famosa cascata, muitas vezes vista como um símbolo inalcançável. Muitos são os que se esforçam para lá chegar, mas nem sempre são capazes de completar a missão, até porque não existe um trilho próprio para seguir. 

A certa altura, terá mesmo de subir e descer pedras para conseguir continuar. À medida que for avançando, verá cada vez mais lagoas e pequenas quedas de água a aparecer, cada uma mais bonita do que a anterior, já a antecipar a beleza da maior de todas. A dificuldade do trajeto faz com que seja uma das menos exploradas de Portugal.

Entre as lagoas, que são muitas e de uma limpeza exemplar (este é um dos rios menos poluídos do País), destacam-se a dos Três Saltos e a das Três Paredes, com uma cascata de meia dúzia de metros.

Como se trata de um local de difícil acesso e pouca rede móvel, é recomendado fazer o trilho em grupo com pessoas que já conhecem o caminho — e nunca, em caso nenhum, levar sandálias nos pés. O percurso pode ser escorregadio, principalmente em dias de chuva, e exige alguma destreza física. Só deverá ser feito quando o caudal está reduzido e o tempo está seco.

As águas do rio Poio que atravessam Alvadia foram, durante muitos anos, aproveitadas para o funcionamento de moinhos e azenhas, alguns deles ainda visíveis junto ao leito do curso de água. Hoje em dia, o rio é muito utilizado para a realização de desportos radicais, como canoagem ou canyoning, onde os praticantes descem cursos de água com acentuados desníveis. É a única maneira de o conhecer por inteiro.

Carregue na galeria para conhecer esta incrível cascata e outros cenários deslumbrantes deste afluente do Lourêdo e do Tâmega.

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