Na cidade

CEO do Tinder diz que a Covid está a mudar “drasticamente” as apps de encontros

No Reino Unido, o número de conversas dentro da app aumentou 12 por cento no início do confinamento.
A app depende das assinaturas premium.

O confinamento imposto um pouco por todo o mundo por causa da pandemia do novo coronavírus teve um efeito “drástico” na forma como as pessoas usam as aplicações de encontros. Elie Seidman, CEO do Tinder, disse à “BBC News” que a 29 de março houve três mil milhões de “matches” no mundo inteiro — um record absoluto.

Em entrevista ao jornal britânico na quinta-feira passada, 21 de maio, Elie Seidman explicou que os comportamentos na aplicação, que se costumam manter estáveis, mudaram de forma “dramática”. No Reino Unido, o número de conversas dentro do Tinder aumentou 12 por cento entre meados de fevereiro e o fim de março, altura em que muitos países europeus começaram a impor a quarentena obrigatória.

No entanto, o impacto negativo que a pandemia teve na economia diminuiu o poder de compra dos utilizadores, o que são más notícias para a app de encontros. Apesar de a aplicação ser grátis, depende dos rendimentos das contas premium, que são pagas.

“O desemprego nos Estados Unidos é difícil de ver”, disse. “Estou muito preocupado com o que vai acontecer a nível económico na nossa sociedade e o impacto que isso terá em tantos dos nossos membros”.

O Tinder já foi descarregado mais de 340 milhões de vezes desde o seu lançamento, em 2012, mas as receitas dependem apenas de seis milhões de assinantes. Segundo o diretor, teremos de esperar dois a três trimestres para perceber o impacto económico da pandemia nas aplicações de encontros, quando a escala da crise global se começar a tornar mais clara.

Segundo Elie Seidman, os números das novas inscrições premium já começaram a crescer nos locais onde as quarentenas foram suspensas.

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