Na cidade

Cerca de 30 imigrantes foram realojados “à força” no Zmar esta madrugada

Os proprietários queixam-se da forma como decorreu a operação. Outros 21 imigrantes foram instalados na pousada da juventude local.
Os proprietários protestaram contra a requisição civil.

Cerca de 30 imigrantes que trabalham em agricultura na zona de Odemira foram realojados no Zmar durante a madrugada desta quinta-feira, 6 de maio. Outros 21 foram instalados na pousada da juventude local, confirmou à Lusa, citada pelo “Observador”, o responsável da Proteção Civil no Alentejo, José Ribeiro.

Todos as pessoas deste grupo testaram negativo ao novo coronavírus, mas terão de estar em isolamento. Como é possível ver numa reportagem da SIC, a GNR mobilizou um grande dispositivo policial, com dezenas de agentes armados e cães, para entrar no Zmar. O autocarro com as famílias de imigrantes chegou ao complexo turístico por volta das quatro da manhã. Antes disso já tinham sido recolhidas as chaves.

As autoridades tiveram de retirar um atrelado que se encontrava à entrada. Os proprietários de habitação do Zmar tinham protestado nos últimos dias contra a requisição civil e tinham prometido manter-se em protesto. Contudo, não colocaram entraves à GNR.

Ainda assim, mostraram-se indignados com a situação. Um dos proprietários, António Marques, falou com a “TVI24”. Acusa a GNR de ter entrado à força no Zmar e classificou o caso como “inacreditável”.

“Isto é algo que nós já suspeitávamos, que iria ser tentada a entrada em força no Zmar. Sinto vergonha de ser português e de ver uma entrada à força neste complexo.” Além disso, acusou ainda a GNR de destruir um portão e parte da vedação do complexo.

As freguesias de Longueira-Almograve e São Teotónio, no concelho de Odemira, estão em cerca sanitária desde a semana passada por causa da grande incidência de Covid-19 entre os imigrantes que trabalham na agricultura.

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