Na cidade

Certificados, discotecas e lotações máximas: o que pode mudar já em outubro

Esta quinta-feira, 23 de setembro, há reunião do Conselho de Ministros com plano desconfinamento em cima da mesa.
Governo reúne para debater medidas.

Numa altura em que Portugal se aproxima dos 85 por cento de população vacinada contra a Covid-19, o executivo de António Costa reúne em Conselho de Ministros, esta quinta-feira, 23 de setembro. A última fase de desconfinamento estará em debate e tudo aponta para que as mudanças decorram a partir de 1 de outubro.

Uma das medidas que se preveem é avançada pelo jornal “Público”, que escreve que a apresentação de certificado digital Covid para entrar em restaurantes ao fim de semana vai deixar de ser obrigatória já no próximo 1 de outubro. Há, no entanto, mais algumas mudanças em perspetiva.

A terceira e final fase do plano de desconfinamento já admitia o fim dos limites na lotação de pessoas à mesa e noutro tipo de eventos e locais públicos. Aqui podem incluir lojas, cinemas, teatros, casamentos, batizados, cafés, pastelarias e esplanadas.

Também os bares e discotecas poderão reabrir. Trata-se de um dos setores mais fortemente condicionado pelas circunstâncias da pandemia. Neste caso a reabertura deverá ser acompanhada da necessidade de apresentação de certificado digital à entrada.

Na quarta-feira, 22 de setembro, o primeiro-ministro, António Costa, já tinha dado a entender que há mudanças para breve. “Estamos em vias de um momento de viragem, não porque a Covid-19 desapareça, mas porque graças à vacinação pode considerar-se a pandemia controlada”, afirmou.

Além do que poderá mudar, a questão tem sido debatida também quanto à altura certa para avançar no desconfinamento. E é aqui que a data de 1 de outubro não surge por acaso. Em declarações à agência Lusa, citadas em diferentes jornais portugueses, um membro do executivo justificou-o como forma de evitar acusações de materialismo.

“Há condições sanitárias para avançarmos com confiança para a nova fase prevista desde julho no plano do Governo, mas não queremos qualquer acusação de eleitoralismo”, afirmou, depois de questionado sobre a razão de as medidas de alívio a aprovar em Conselho de Ministros não entrarem em vigor já mas apenas no dia 1 de outubro.

A questão de manter, ou não, a obrigatoriedade do uso da máscara em espaços fechados públicos, é uma das questões ainda em aberto que poderão ser discutidas na reunião do Conselho de Ministros.

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