Na cidade

Colunas do Parque Eduardo VII podem perder elementos associados ao Estado Novo

A Câmara Municipal de Lisboa já cercou o perímetro e adiantou que está a tomar as medidas necessárias para impedir a queda do monumento.
É uma dos parques mais emblemáticos da cidade.

Quem já passou pelo Parque Eduardo VII, em Lisboa, reparou certamente nas enormes colunas que existem na zona norte do jardim no centro de Lisboa. E quem visitou o parque recentemente também deverá ter visto que se encontram cercadas por perímetros, uma vez que se encontram em risco de queda.

O projeto do monumento começou a ser pensado em 1942, por Francisco Keil do Amaral, um dos mais famosos arquitetos portugueses de sempre. Inspirado por várias obras da arquitetura contemporânea, nos anos 50, idealizou-o como duas colunas imperiais, uma das estéticas mais características do Fascismo.

No entanto, o arquiteto nunca mostrou o seu apoio ao regime ditatorial. Muito pelo contrário. Francisco Keil do Amaral era ativamente contra o Estado Novo, tendo sido responsável pela organização “das Exposições Gerais de Artes Plásticas (1947-56), que foram uma frente importante de afirmação da arquitetura moderna, embora menosprezadas no processo da hostilização fantasmática do neo-realismo”, escreveu o jornalista e crítico de arte Alexandre Pomar em 1999, citado pelo “SOL”.

A Câmara Municipal de Lisboa, em conversa com a mesma publicação, explica que o perímetro do monumento se encontra cercado porque uma das colunas revela um “risco de queda de elementos”. A autarquia adianta que já está a tomar as medidas necessárias para impedir que isso aconteça.

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