Na cidade

Comprar casa em Lisboa já é mais caro do que em Milão, Barcelona ou Madrid

A especulação em Portugal continua a deixar milhares de famílias sem acesso a habitação.
Sem surpresas.

Parece que há cada vez menos cidades europeias onde o metro quadrado seja mais caro do que na capital. Em agosto, comprar uma casa em Lisboa foi mais caro do que adquirir uma habitação semelhante em Barcelona, Madrid e Milão. Esta é a principal conclusão de um estudo divulgado esta terça-feira, 4 de outubro, pelo portal Casafari.

“Lisboa apresentou um preço médio venda de 4.817€/m2 apenas superado pelos 12.674€/m2 de Paris enquanto Madrid, Barcelona e Milão não passaram dos 4.764€/m2. Os preços de venda, nestas cinco cidades, aumentaram lentamente, 2,6 por cento em média, entre agosto de 2021 e 2022, sendo que Lisboa ultrapassou Milão, Madrid e Barcelona como a capital mais cara do sul da Europa para comprar casa, em agosto de 2022”, pode ler-se na nota partilhada pela entidade.

Comprar e arrendar casas está mesmo impossível. No arrendamento, o problema identificado é a escassez de imóveis para este fim. Isto faz com que os preços escalem até valores insuportáveis para a maioria dos portugueses.

“A diminuição da oferta de imóveis para arrendar foi consistente em todas as cidades analisadas, onde o número de anúncios diminuiu, em média, 32 por cento. Lisboa foi a capital que mais sentiu a redução de oferta de listagem de imóveis com um decréscimo de 52,3 por cento. Milão e Barcelona caíram 37,2 por cento e 31,6 por cento respetivamente. Madrid teve um decréscimo moderado de 16,3 por cento”, conclui a Casafari.

O valor das rendas não parou de subir nos últimos cinco anos e atingiu os 6,25€ por metro quadrado nos últimos 12 meses. Este valor é 42 por cento superior ao apurado em 2017, quando a renda das casas custava, em média 4,39€ por metro quadrado. O que os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados na quinta-feira, 29 de setembro, mostram que este aumento das rendas das casas foi maior em Lisboa, que subiram 53 por cento e no Porto, com 49 por cento.

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