Na cidade

Conselho de Ministros reúne sexta-feira para decidir antecipação do desconfinamento

O fim do uso de máscaras nas ruas poderá ser uma das medidas estudadas. A próxima fase estava prevista para dia 5 de setembro.
Máscaras obrigatórias na rua podem estar por dias.

No final de julho, quando António Costa anunciou ao País as novas fases do plano de desconfinamento — estimuladas pela campanha de vacinação e consistindo na libertação progressiva de muitas das medidas restritivas que nos acompanham há largos meses— foram estabelecidos prazos. 

Estes seguiam lado a lado com os avanços das vacinas e apontavam para que, no início de setembro, com o governo à espera de ter então uma vacinação completa acima dos 71 por cento, se decretasse o fim do uso obrigatório de máscara na via pública. A lotação de casamentos, batizados e espetáculos culturais poderia então subir para os 75 por cento, ao passo que os transportes públicos deixariam de ter limitação. Os serviços públicos passariam, também a partir dessa data, a poderem ser usados sem marcação prévia.

Tudo isto — ou parte — pode ser antecipado, para cerca de 15 dias antes do previsto. Isto porque, tal como anunciou a ministra da Saúde numa entrevista à “SIC” esta quinta-feira, 19 de agosto, pelo menos 70 por cento da população portuguesa já completou o esquema de vacinas contra a Covid-19. 

No mesmo canal, Marta Temido referiu-se ao alívio das medidas, que tinha sido admitido pelo governo quando se atingisse esta meta da vacinação, ressalvando ser necessário ter em conta outros indicadores, como o nível de incidência e o Rt, antes de ser tomada qualquer decisão sobre o avanço para a segunda fase do desconfinamento. Mas admitia que que essa decisão pudesse ser tomada em breve, ainda esta semana, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Segundo avança o “Público“, é precisamente isso que vai acontecer. O jornal diz saber que a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras nas ruas pode ser debatida já esta sexta-feira, 20 de agosto, num Conselho de Ministros realizado por via eletrónica. O governo já confirmou que a reunião por videoconferência vai acontecer, não sendo certo quais as medidas que poderão, se algumas, ser antecipadas.

Recorde-se que a primeira fase deste novo desconfinamento começou a 1 de agosto, com a cobertura vacinal nos 60 por cento, e implicou o fim da limitação de circulação na via pública. Os eventos desportivos passaram a poder ter público, segundo regras a definir pela DGS; os espetáculos culturais voltaram a poder ter 66 por cento da lotação e casamentos e batizados com 50 por cento.

O teletrabalho deixou de ser obrigatório — ainda que recomendado, quando as atividades o permitam — e os equipamentos de diversão podem já funcionar desde que com supervisão da DGS e em locais autorizados. Ficaram sem efeito também as diferentes e variadas limitações horárias ao comércio, restauração e cultura, que passaram a ter como limite apenas as duas da madrugada, sempre com uma “utilização intensiva” do certificado digital de vacinação e/ou dos testes negativos.

Depois da segunda fase, a que poderá ser agora antecipada, segue-se ainda uma terceira: marcada para outubro, se tudo correr como previsto. Esta aponta para o fim de todos os limites de lotação. A reabertura de discotecas poderá finalmente avançar mesmo sem estar dependente da licença de bar e abrir a pessoas com certificado digital ou teste negativo.

Para se chegar a esta fase em outubro, a meta apontada então por António Costa para vacinação completa era de 85 por cento — meta essa que a ministra da Saúde, esta quinta-feira, também admitiu que possa chegar mais cedo, nomeadamente no final de setembro.

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