Na cidade

Calma. Criaturas transparentes que estão a dar à costa no Algarve não são perigosas

Na verdade, até ajudam a limpar o meio ambiente. É uma espécie pouco conhecida, mas fantástica.
Não se assuste.

Não se alarme se for ao Algarve nas próximas semanas e encontrar uns “bichos gelatinosos e transparentes” no areal da sua praia favorita. Não são medusas nem perigosas, mas parecem adereços de um filme de ficção científica. Na verdade são salpas, nome dado a um conjunto de espécies pertencentes à família Salpidae.

Poucos conhecem estas criaturas fantásticas. Podem medir milímetros, mas, ao mesmo tempo, conseguem crescer cerca de cinco por cento por hora, acabando com aproximadamente dez centímetros de comprimento.

O único perigo? Irritarem pescadores. Afinal, as salvas pesam nas redes, mas não são comestíveis nem comercializadas. Também é comum darem à costa, algo que está a acontecer atualmente no Algarve. No passado, o mesmo decorreu na Foz do Arelho, na zona das Caldas da Rainha.

O tempo de vida das salpas é muito curto. Sobrevivem entre duas semanas a três meses, antes de serem comidas por peixes como cavalas e atuns. Podem ainda cair lentamente até ao fundo do mar, juntando-se depois grandes quantidades daquela espécie no oceano.

Deslocam-se bombeando água através do organismo gelatinoso e, geralmente, juntam-se em fileiras que podem atingir um quilómetro de comprimento. Podem parecer criaturas passivas, mas desempenham um papel fundamental para a humanidade. Alimentam-se do fitoplancton que absorve o dióxido de carbono. Por dia conseguem absorver cerca de quatro mil toneladas de CO2.

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