Na cidade

De 30 de janeiro até junho vai poder andar de bicicleta no Aqueduto das Águas Livres

Esta obra da engenharia hidráulica tem 14 quilómetros de extensão e foi construída entre 1731 e 1799. Os passeios são gratuitos.
Um bom programa de fim de semana.

O fim de semana é, por excelência, a melhor altura para recuperar energias após vários dias de trabalho. Pode, também, ser a oportunidade de experimentar coisas novas e, assim, quebrar a rotina a que as obrigações do quotidiano muitas vezes obrigam. Se ainda não tem planos para o próximo domingo, dia 30 de janeiro, não precisa procurar mais.

O Museu da Água, gerido pela EPAL, vai permitir passeios de bicicleta sobre o Aqueduto das Águas Livres, que tem 14 quilómetros de extensão. Os passeios são possíveis das 10h às 13h e, até junho, estão sempre disponíveis no último domingo de cada mês.

A travessia, que não exige marcação prévia — basta aparecer com a sua companheira de duas rodas — passa pelo Vale de Alcântara sobre os conhecidos arcos deste importante marco arquitetónico da capital, com entrada em Campolide e saída em Monsanto, pelo passeio norte. A iniciativa, com o apoio da organização de Lisboa Cidade Europeia do Desporto 2021, é gratuita e oferece uma das melhores vistas para a cidade, que pode apreciar sozinho ou em família.

Construída entre 1731 e 1799, esta obra notável da engenharia hidráulica atingia, dentro e fora de Lisboa, cerca de 58 quilómetros de extensão em meados do século XIX, informa a EPAL. O sistema, que resistiu ao terramoto de 1755, tem início em Belas e término nas Amoreiras; vários troços secundários de transporte de água a partir de 60 nascentes; e cinco galerias para abastecer 30 chafarizes. A arcaria sobre o Vale de Alcântara, que se estende por 941 metros, é composta por 35 arcos. Entre estes encontra o maior arco em ogiva, em pedra, do mundo, com 65,29 metros de altura e 28,86 metros de largura.

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