Na cidade

DECO exige compensação pelos dias de greve aos passageiros com passes mensais

A associação de defesa do consumidor lançou uma campanha para que os utilizadores prejudicados sejam compensados.
Já houve 98 greves na CP este ano.

Andar de transportes na Área Metropolitana de Lisboa está cada vez mais difícil, especialmente para quem compra o passe mensal e, mesmo assim, não consegue chegar a casa ou ao trabalho a horas. Tudo devido às greves constantes dos últimos meses, sobretudo na CP— Comboios de Portugal, situação que a DECO quer rever.

A pensar em todos os consumidores prejudicados, a associação de defesa do consumidor lançou, esta segunda-feira, 2 de outubro, uma campanha que defende que estes utilizadores frequentes afetados pelas paralisações sejam compensados. “Os titulares de passes e títulos de transporte sazonais devem ter direito a uma compensação, que passa pela devolução do dinheiro correspondente aos dias de greve ou por um desconto no passe do mês seguinte”, defende.

No caso dos meios de transporte fluviais, já está prevista uma compensação para os passageiros prejudicados pelos dias de greve. No entanto, este princípio não se aplica aos autocarros e comboios. A associação de defesa do consumidor considera que a legislação em vigor é “inconstitucional, ilegal e discriminatória”.

A DECO exige, assim, o mesmo nível de proteção, assistência e direitos para os consumidores, independentemente do meio de transporte utilizado. A associação já apresentou uma queixa à Provedora de Justiça relativamente ao tema e a iniciativa já conta com mais de 700 participantes.

Apesar de ainda não existirem estatísticas oficiais relativa a 2023, sabe-se que, até julho, os funcionários da CP ‒ Comboios de Portugal já cumpriram 98 dias de greve.

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