Fora de casa
ROCKWATTLET'S ROCK

Na cidade

Desgosto de amor transformado em pop art: o novo mural incrível de Lisboa

A obra, atravessada pela Estrada da Luz, chama-se “Heartbreak Highway”. Foi criada pelo artista britânico D*Face.

Foi feito para ser admirado por quem passa de carro, sem querer causar problemas de trânsito. A próxima vez que passar pela Estrada da Luz, em Lisboa, esteja atento: há um novo mural de arte urbana por baixo do viaduto da Segunda Circular, que mistura romance, drama e um toque de pop art.

Chama-se “Heartbreak Highway” e é a mais recente obra do artista britânico D*Face, concluída no final de março. A intervenção ocupa duas paredes e funciona como uma narrativa contínua. De um lado, vemos um casal num descapotável com o vidro partido; do outro, uma mulher em lágrimas, a pensar: “ele roubou o meu coração”. A história é simples, mas eficaz e fala de relações, confiança e desilusões.

A obra foi criada no âmbito do programa de arte pública da Underdogs Gallery, em parceria com a Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa. Segue o estilo inconfundível do artista, conhecido por misturar referências da cultura pop com emoções mais cruas.

Nas redes sociais, o próprio D*Face partilhou imagens do mural com uma mensagem descontraída: “‘Heartbreak Highway’, Lisboa, Portugal. Um enorme obrigado à Underdogs por tornar este mural possível. Um agradecimento especial ao Russo pelo apoio no terreno e, claro, à minha equipa Boots e Max. Viemos, pintámos…e comemos o nosso peso em pastéis de nata”, brinca.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por DFace (@dface_official)

Mais do que uma pintura, a obra convida a olhar para as relações de outra forma. Entre cores fortes e traços de banda desenhada, há ali uma história de amor que correu mal — e que agora ficou eternizada no meio do trânsito lisboeta.

No seu site oficial, D*Face descreve-se como alguém que começou preso a uma rotina de escritório, até transformar esse tédio em criatividade. 

Foi aí que surgiram as suas personagens “estranhas e disfuncionais”, que rapidamente saíram do papel para ocupar o espaço público. 

Ao longo do tempo, essas figuras evoluíram para uma forma de crítica à cultura contemporânea, misturando humor, ironia e um lado mais incómodo,  com o objetivo de fazer as pessoas não só olhar, mas pensar sobre o mundo à sua volta.

ARTIGOS RECOMENDADOS