Na cidade

Diretora de design da CUPRA esteve em Lisboa: “As mulheres são muito boas na mudança”

O cobre e as cores mate são um dos marcos da marca, mas Francesca Sangalli, responsável pela área, conta-nos mais sobre o tema.
Francesca Sangalli deu uma pequena talk sobre o design da marca

Mais do que apenas um carro para nos deslocarmos, a CUPRA vende um statement. Não nos esqueçamos de que o CEO, Wayne Griffiths, disse à NiT, em março, que esta é uma marca que “determinadas pessoas amam, mas não é necessariamente algo de que todos gostam”.

As cores inovadoras, as linhas fortes e outros elementos de design dão aos veículos um ar futurista que pode não ser para todos, mas faz com certeza todos virar a cabeça para apreciar. De passagem por Lisboa, a italiana Francesca Sangalli, diretora de cores e materiais da marca, reforça esta ideia.

“Ter uma atitude inovadora é uma maneira de ser. Não significa olha para o que os outros estão a fazer, queremos fazer algo novo. Nesta área trabalhamos sempre no futuro. Isto porque da primeira ideia a ver o carro na rua passam, pelo menos, quatro anos e meio”, adiantou num evento realizado na CUPRA City Garage, na Baixa lisboeta, no dia 18 de novembro.

A exclusividade é algo que a marca procura em cada mudança, procurando aplicar nos veículos tecnologias ja disponíveis na área da moda. A especialista, de 52 anos, explicou que o cobre é um pormenor reconhecido e associado à marca, assim como as cores mate, que dão um toque misterioso e sofisticado.  “A cor é um tema muito CUPRA”.

Sobre se o cobre é um detalhe a manter, Francesca acrescentou que a importância de estabelecer elementos base de uma marca: “O cobre é muito e importante e não vai a lado nenhum. Mas claro que tudo tem uma evolução e poderá ser transformado”.

E se a vontade de inovar é muita, é preciso contar com aquilo que a tecnologia permite fazer. No caso das tintas, nem tudo é fácil de ser criado. Uma das cores recentes, o Plasma, é normalmente descrito como cinzento, no entanto, com o carro em movimento, a cor muda num espectro que vai do verde ao roxo. Isto acontece graças a um pigmento usado na tinta que tem esta reação à luz.

Sobre a equipa responsável por todas estas inovações tecnológicas, Francesca Sangalli explica que é composta por 10 a 12 pessoas e que todos os dias começam com brainstorm e pesquisa em Barcelona — onde trabalham. “A equipa relacionada com cor é maioritariamente composta por mulheres. Têm maior sensibilidade nesta área. Além disso, as mulheres são muito boas na mudança”.

Este artigo foi escrito em parceria com a CUPRA.

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